Os venezuelanos não fugiram de uma crise, fugiram de uma tirania

O UOL chama de “crise venezuelana“. É a expressão também sacada pelo Globo quando não vai de “crise humanitária“. O G1 atribui a fuga à fome. A Folha, por sua vez, escolheu “êxodo venezuelano“.

São expressões covardes que minimizam o que de fato ocorre: a população de uma nação bolivariana foge da tirania nascida de mais um experimento socialista. Que, como todo experimento socialista, e conforme tanto alertaram os críticos diante de uma gritante leniência da imprensa, terminaria em colapso.

Uma tragédia que despontava no horizonte dos temores dos milhões que foram às ruas exigir o impeachment de Dilma Rousseff. Pois esta comandava um governo aliado do ditador que condena o futuro e o presente do vizinho ao norte. E pertence a um partido – ou mesmo a um grupo ideológico – que não só usou dinheiro do povo brasileiro para financiar tamanho absurdo, como segue apoiando tal iniciativa até a redação deste texto.

Crise? Isso não é crise. Pois o termo passa a sensação de mal súbito que logo há de ser contornado. Mas este é um problema reclamado há mais de década. No caso específico dos refugiados em Roraima, é possível observar anomalias ainda no governo Dilma.

Mas, se a imprensa não se dá a proteger nem os seus, por que haveria de defender o interesse da opinião pública?

Praticamente só nações socialistas não crescerão em 2018: Venezuela, Coreia do Norte e Cuba

Marcos Troyjo é diretor do Laboratório BRICs da Universidade de Columbia. O diplomata conversou com a CBN pouco antes de participar do Fórum Mundial de Davos. Na conversa, trouxe um dado curioso, mas nada surpreendente: as três nações com o socialismo mais escancarado do mundo são justamente as que não devem crescer em 2018.

Praticamente só três países não vão crescer: Venezuela, Coreia do Norte e Cuba. São essas as exceções. Desenvolvidos ou emergentes, todos terão expansão econômica este ano.”

No segundo mandato do governo Dilma Rousseff, como resultado de irresponsáveis pedaladas fiscais, o Brasil entrou para este trágico grupo. Sorte dos brasileiros que ainda havia tempo para recorrer ao que restava de instituições e tomar a caneta do grupo que até hoje segue aplaudindo o colapso venezuelano.

Há muito o que se criticar o governo Temer, e as mesmas instituições seguirão em risco caso o MDB consiga fazer um sucessor.  Mas ao menos a equipe econômica tem se focado no que precisa ser feito. Isso, por si só, faz valer a pena todo o desgaste com o processo de impeachment que destronou a petista.

Era isso ou seguir fazendo companhia a cubanos, norte-coreanos e venezuelanos na tragédia econômica.

A ditadura cubana lucrou ao menos R$ 3,27 bilhões com o Mais Médicos

Em primeira mão, O Antagonista teve acesso à planilha entregue pelo Ministério da Saúde ao TCU. Nela, os números do que o governo brasileiro gastou no Mais Médicos com a Organização Panamericana de Saúde – a OPAS é a entidade que repassa os valores para a ditadura cubana.

Só nestes primeiros quatro anos, o Brasil destinou R$ 5,74 bilhões à organização. Praticamente um quarto deste valor (R$ 1,38 bilhões) ficou com a organização, sobrando R$ 4,36 bilhões para o salário dos médicos. Contudo, estes também só embolsam um quarto da fatia, algo em torno de R$ 1,09 bilhão, restando R$ 3,27 bilhões para o governo de Cuba.

Para efeito de comparação, o Porto de Mariel saiu do chão com R$ 2,4 bilhões emprestados pelo BNDES. Como bem apontou o Antagonista, a cifra também supera os gastos brasileiros com o aeroporto de Havana – por volta de R$ 525 milhões.

Somados os “investimentos” do BNDES com o Mais Médicos, Cuba já recebeu aos menos R$ 6,25 bilhões dos cofres públicos nacionais. Ao acrescentar salários e comissão da OPAS, a cifra se aproxima dos R$ 9 bilhões. Tudo isso durante a maior recessão da história do Brasil.

O Mercosul confirmou: o socialismo pariu mais uma ditadura, a da Venezuela

E o recado veio pela voz de um brasileiro, no caso, Michel Temer, que assume a presidência do bloco econômico pelo próximo semestre. O encontro da cúpula ocorreu na Argentina. Ao substituir Mauricio Macri no comando do Mercosul, o presidente do Brasil deixou claro que a Venezuela já não é mais uma democracia. Ou seja: mesmo em sua versão “século XXI”, o socialismo pariu mais uma ditadura, para máximo azar dos venezuelanos.

“Essa é a postura do Mercosul em seu conjunto. Nossos chanceleres reconheceram formalmente a ruptura da ordem democrática na Venezuela. (…) Somos profundamente sensíveis à deterioração do quadro político-institucional, às carências sociais que, nesse país amigo, ganham contornos de crise humanitária. (…) Nossa mensagem é clara: conquistamos a democracia, em nossa região, com grande sacrifício, e não nos calaremos, não nos omitiremos frente a eventuais retrocessos.

Com isso, o processo para que a Venezuela deixe o bloco deve seguir o rumo. Atualmente, ela já se encontra suspensa. Tanto que Nicolás Maduro não participou deste encontro.

Não foi por falta de alerta. Desde antes da entrada dos bolivarianos mais ao norte, os críticos apontavam o processo de corrosão da democracia venezuelana em curso desde os mandatos de Hugo Chávez. Mas a lição, ao que tudo indica, não foi aprendida por aqueles que abriram caminho para os ditadores. Na semana em que o centésimo manifestante morreu protestando contra Maduro, o PT achou por bem reforçar o apoio ao regime.

Terror socialista: num único dia, 4 manifestantes são assassinados na ditadura da Venezuela

Quando a situação na Venezuela ficou impossível de ser escondida por narrativas, parte da esquerda brasileira resolveu “tirar o apoio”, no que pode ser visto mais como “tirar o corpo fora” da enrascada então evidente. E foi “parte” porque, bem sabemos, muitos continuam apoiando.

O problema é que isso não adianta nada. O que ocorre por lá não é algo que começou agora, mas sim decorrência direta dos anos e anos de ditadura, uma ditadura APOIADA pela nossa esquerda de forma integral.

Agora, por exemplo, a atrocidade chega ao cúmulo. Num único dia, segundo relata a Procuradoria da Venezuela, quatro manifestantes foram mortos. Sim, eles se manifestavam contra a ditadura.

Um absurdo sem fim.

As imagens históricas da luta contra ditaduras socialistas: China, 1989; Venezuela, 2017

Em 1989, milhares de chineses protestaram contra o regime opressor socialista na Praça da Paz Celestial (Tian’anmen). Eles foram reprimidos e o episódio passou a ser considerado o MASSACRE da Praça da Paz Celestial. Entre tantas imagens emblemáticas e históricas, uma ficou mais famosa, de um jovem enfrentando fila de tanques de guerra:

Agora, em 2017, circula pelas redes uma outra foto que reedita o momento, mostrando terrível coincidência histórica, dos protestos de agora, na Venezuela:

Triste.

Que o povo da venezuela consiga se ver livre da ditadura chavista de Nicolás Maduro.

Ditadura venezuelana: estudante de 19 anos morre baleado em protesto, dizem opositores

As gerações mais antigas contavam os horrores da União Soviética, à medida que alguns países escapavam do jugo socialista. Durante um tempo, a esquerda mundial relativizou o apoio então eufórico a tal regime, focando em Cuba. Algumas décadas depois: Venezuela.

Até alguns dias atrás, a ditadura venezuelana era enaltecida e seus ditadores, Chávez e depois Maduro, tratados como heróis. E as notícias da Venezuela, assim como em qualquer outro regime socialista em processo de encerramento, são terríveis.

Pois hoje a oposição ao regime ditatorial da Venezuela fez uma nova denúncia: Daniel Queliz, estudante de 19 anos, teria sido morto com um tiro no pescoço, em protesto realizado na cidade de Valencia.

É sempre desagradável usar o futuro do pretérito, porque a crueldade daquele governo é notória, mas ainda assim é preciso aguardar a confirmação oficial do caso.

Por enquanto, o que se tem é um post de Marco Bozo Tamayo:

Torçamos por um milagre.

Velho truque: a esquerda brasileira começa a fingir que não apoia a ditadura da Venezuela

O caso mais famoso, sem dúvida alguma, é o de Stalin, mas há muitos outros ao longo da história. Funciona assim: a esquerda, de forma unânime, apoia determinado regime ditatorial, muitas vezes enaltecendo a figura do grande ditador.

Pelas tantas, por algum infortúnio de comunicação ou falha nas narrativas, ou ainda por ato deliberado de “rasgar fantasia”, fica de fato impossível negar o óbvio. E aí então começam a pular fora, mas é um “pulo” estratégico, apenas para não queimarem muito o próprio filme por aqui.

Sim, continuam apoiando o socialismo autoritário normalmente.

É exatamente isso que acontece agora com Nicolás Maduro. Era apoiado e aplaudido, mas as medidas recentes (nenhuma delas estranha à rotina mais corriqueira de outras ditaduras ainda enaltecidas pelos canhotos) fizeram com que não desse mais para disfarçar (não que estivessem conseguindo, também).

Praticamente fechou o Congresso e anunciou que não convocará eleições, pois não há oposição no país. E aí nossos esquerdistas começam a “tirar o time”, literalmente apagando o passado.

Bobagem. Todos eles continuam apoiando Cuba, por exemplo, onde não há partido de oposição nem tampouco o Congresso tem poder de passar por cima das ordens do governo autoritário.

Nem deveriam fazer esse teatro mocorongo por conta da Venezuela. Porque não enganou ninguém.

A Venezuela tornou-se uma ditadura com ajuda – por vezes financeira – da esquerda brasileira

Algumas coisas precisam ficar muito claras para a opinião pública. Antes de mais nada, a Venezuela já é uma ditadura há muito tempo, mas agora chegou a um nível tão baixo que mesmo a imprensa, um setor altamente tomado por esquerdistas, aceita essa denominação.

Nicolás Maduro, o ditador que está destruindo o país, chegou ao comando como vice de Hugo Chávez, reeleito em 2012, mas morto no ano seguinte. E o petismo tem imensa participação nessa vitória, não só pelo apoio moral que dava à investida bolivariana no vizinho mais ao norte. O marketeiro da campanha vitoriosa era do PT. E João Santana foi pago por esquema investigado pela Lava Jato envolvendo a Odebrecht.

Mas não parou por aí: recursos do BNDES foram usados para impulsionar a empreiteira por lá.  E Marcelo Odebrecht já confessou ter sido o “otário” por se vir obrigado a investir em projetos nos quais não acreditava. O excedente – resultado do superfaturamento das obras em questão – era usado para viabilizar pagamentos no exterior. Tudo isso foi confessado em depoimento recente ao TSE.

Em outras palavras, a esquerda brasileira ajudou a construir uma ditadura na América do Sul. E, até o momento da redação deste texto, está fingindo que o problema não é com ela.

Meses antes do golpe que fez da Venezuela uma ditadura, Lula gravou vídeo apoiando o ditador

Para o Implicante, a Venezuela já é uma ditadura há muito tempo. Mas o mundo só começa a aceitar a verdade agora, após o ditador Nicolás Maduro acabar com o pode legislativos, que tinha maioria opositora, e entregar a formulação de lei para o judiciário, todo nomeado pelo bolivarianismo.

É importante destacar, contudo, como as forças políticas brasileira se portam diante de mais uma democracia destroçada pelo socialismo. Seis meses atrás, o povo venezuelano já lidava com a fome, com o desabastecimento, com a pobreza extrema e a hiperinflação. Mesmo assim, Lula gravou um vídeo de apoio a Maduro, o golpista.

Mensagem para encontro dos Países Não AlinhadosPublicado por Lula em Sábado, 17 de setembro de 2016

Até o momento da redação deste texto, o ex-presidente do Brasil não se pronunciou publicamente sobre a grave situação da Venezuela.