A OEA disse que a Venezuela sofreu um golpe de Estado e foi convertida de vez em ditadura

O maior jornal da Espanha se chama El País. E o diário foi muito claro nesse 30 de março de 2017 a destacar em editorial que Nicolás Maduro deu um golpe de Estado na Venezuela. Com isso, o país concluiu uma transição da democracia para a ditadura, algo que aconteceu basicamente com todas as nações que ousaram experimentar o socialismo.

O editorial abre com um parágrafo muito claro:

“O cancelamento dos poderes da Assembleia Nacional venezuelana, a transferência destes para a Suprema Corte – controlada pelo chavismo – e a aprovação de poderes extraordinários em matéria penal, militar, assuntos económicos, sociais, políticos e civis por Nicolás Maduro, representam um golpe institucional de extrema gravidade, sem paralelo desde o início da crise institucional na Venezuela.”

Mas não era só a opinião de um jornal. Luís Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), concordou que de fato ocorreu um golpe de Estado e defendeu a convocação de uma reunião urgente da entidade.

Aqui no Implicante, a Venezuela já é tratada por ditadura há tempos. Mas nada disso deixa a notícia menos grave. Contudo, com nomes de peso endossando a visão, espera-se que finalmente tomem alguma atitude.

Ditadura escancarada: Venezuela rasga de vez a fantasia e indica que não convocará eleição

Uma das maiores lorotas do esquerdismo moderno era aquela coisa de fazer de conta que a ditadura venezuelana seria uma democracia. Perseguições, mortes, prisões, além das mais extremas privações oriundas de um regime opressor, enfim, nada disso servia de argumento para a militância.

Porque, sim, há defensores expressos do regime chavista mantido por Nicolás Maduro, e bem sabemos quem são – tanto as pessoas quanto seus partidos.

Mas agora eles terão um pouco mais de dificuldade para manter o discurso, pois o governo venezuelano avisou à OEA (Organização dos Estados Americanos) que não cumprirá as exigências da entidade.

O que a organização “exigia”? Nada menos que a libertação de presos políticos, respeito às decisões da Assembleia Nacional e um calendário eleitoral.

Nada feito. E a coisa chega à patetice de o número 2 da ditadura dizer o seguinte:

“Não há partido de oposição. Como vamos realizar eleições aqui?”

De todo modo, é provável que nem assim nossa esquerda admita que se trate de uma ditadura. Como sempre, os fatos não são o bastante para atrapalhara as narrativas.

Caos venezuelano: a ditadura socialista já expropriou até padarias

O Brasil conheceu a origem dessa conversa fiada ainda no plano Cruzado, nos anos 1980: com o congelamento de preço forçado pelo governo Sarney, produtos começaram a faltar nas prateleiras. Pela lógica de mercado: como a população teve aumento de salários, comprou mais do que produziam; como aquela produção teve custos aumentados, afinal, era feita por assalariados, não conseguiam repor o estoque vendendo tudo ao mesmo preço.

O que fez a esquerda na época? Culpou os empresários alegando que escondiam produtos para que o preço subisse.

Sorte do Brasil que logo aquelas medidas foram para o saco. E que a inflação seria contornada na década seguinte por gente que de fato entende de economia.

A mesma sorte não está tendo o povo venezuelano. Lá, o governo impôs há anos o congelamento de preços. Como os produtores não conseguem repor as mercadorias, falta produto no mercado. E o que faz a ditadura socialista? Prende empresários e expropria suas fábricas. No caso mais recente, até duas padarias foram vítimas da insanidade socialista.

Essa é mais uma prova de que o socialismo não é um experimento que ocasionalmente dá errado. É um experimento que dá errado.

México: reclama do muro de Donald Trump, mas deportou quase 50 refugiados cubanos

O México não quis conversa: encontrou 49 cubanos em situação irregular dentro de suas fronteiras, jogou-os dentro de um avião e mandou-os de volta a Cuba. A situação já seria por demais irônica, uma vez que o governo mexicano reclama da política migratória de Donald Trump, que pretende fazer o mesmo com os 11 milhões de imigrantes ilegais que consomem recursos públicos nos Estados Unidos (estima-se que a metade deles seja de mexicanos). Mas a situação é ainda mais complicada na América Central.

Porque Cuba ainda é uma ditadura. Deportar cubanos à ilha socialista é devolver refugiados a uma tirania da qual fugiam. Lá, serão perseguidos políticos. E não será possível confiar nas informações a respeito da situação deles, uma vez que a imprensa é censurada.

Enfim… Ainda que em menor número, o gesto mexicano é muito mais repugnante. Mas a imprensa não desenhará bigodes de Hitler na face do presidente do México.

O socialismo fez da pobreza a realidade em 4 de cada 5 lares na Venezuela

Margaret Thatcher dizia que, se dependesse da esquerda, desde que o rico ficasse menos rico, o pobre poderia ficar mais pobre. E que essa era a realidade socialista, que ainda existia do outro lado da Cortina de Ferro nos anos 1980. O Muro de Berlim caiu, mas Hugo Chávez não aprendeu a lição. Contra a lógica, levou o socialismo para a Venezuela. E o resultado é lastimável.

Doze anos depois, a pobreza atinge 81,8% dos lares venezuelanos. Metade da população não só está pobre, como está na pobreza extrema, ou seja, vive com menos de um dólar por dia.

E a esquerda brasileira tem culpa nisso, afinal, apoiou a implantação deste suicídio coletivo.

O socialismo só precisou de 12 anos para destruir a Venezuela

“Socialismo do Século XXI” é um termo cunhado em 1996 por Heinz Dieterich, um sociólogo alemão, mas se tornaria slogan do bolivarianismo em 2005, quando Hugo Chávez o defenderia no Fórum Social Mundial. Para tanto, o presidente venezuelano precisou ignorar todos os trágicos experimentos que arruinaram um terço do mundo no século anterior.

O gráfico acima, publicado na Economist, desenha bem o estrago feito pelo socialismo na Venezuela. Em azul, o PIB do país; em vermelho, a inflação. Uma primeira queda brusca já se observa justo em 2005, mas era difícil reclamar de um Produto Interno Bruto que crescia na casa dos 10%. Contudo, nenhum alerta foi acionado, mesmo na recessão visível em 2009 e 2010, afinal, tudo era culpa da crise americana. Todavia, salvo essa anomalia, a curva parece bem desenhado. E, doze anos depois, o que era um crescimento acima dos 15% virou uma ruína de igual proporção, com o adendo da hiperinflação, próxima dos 800%.

Não foi por falta de aviso. Desde início, críticos apontavam o destino nebuloso que se avizinhava na Venezuela. Entusiastas, contudo, rechaçavam. E hoje calam-se. Vergonhosamente.

 

Socialismo real: venezuelanos estão comendo flamingos, tamanduás, cães, gatos, pombos…

Desta vez, a seção Mundo Louco não trará qualquer viés cômico. Bem ao contrário: é trágico por demais.

Enfim, segundo o jornal Miami Herald, a coisa chegou a um ponto alarmante, já que os venezuelanos estariam matando flamingos e até tamanduás para terem algo a comer. Luis Sibira, estudante de biologia, relatou ter encontrado oito carcaças de flamingo em novembro do ano passado, e soube de outros vinte casos similares na mesma região.

A coisa vai ficando mais e mais tétrica, quando citam a descoberta de restos de tamanduás, cães, gatos, pombos, cavalos, burros…

É pra lá de desesperadora a situação da Venezuela, que vive sob uma ditadura socialista. E o mais bizarro disso tudo é que nossa esquerda apoia tal regime.

Video: estudante diz a Maduro, em programa ao vivo, que alunos desmaiam de fome na Venezuela

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, passou por um aperto recentemente. Em um de seus programas em geral carregados de elogios, uma estudante tomou a palavra e o que disse não foi exatamente louvável.

Segundo a jovem, estudantes chegam a desmaiar de fome dentro da escola. O vídeo pode ser conferido a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=Rfxz_pyZOzs

Pois é. Isso é o socialismo. Isso é o resultado de um regime opressor, que tolhe liberdades e mata pessoas. Eis um retrato real do que ocorre naquele país, do quanto o povo venezuelano sofre diante do socialismo.

E é esse o modelo ideal para a esquerda.

Venezuela é o país mais corrupto da América Latina e um dos 10 mais corruptos do mundo

Brasília, 28.07.2010 - O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, fala à imprensa após se reúnir com o presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O socialismo é um entrave para democracia e uma maravilha para corrupção.

A prova disso é um relatório divulgado pela ONG Transparência Internacional que mostra a Venezuela como um dos 10 países mais corruptos do mundo e o mais corrupto da América Latina.

Já o Brasil caiu três posições nesse ranking devido às operações da Lava Jato.

A informações são do site oficial da ONG e da Revista Veja.

O fim do comunismo resultou na queda de homicídios em massa de civis por seus governantes

O gráfico abaixo mostra a evolução dos assassinatos em massa de civis por seus próprios governos no período que vai de 1945 a 2013. Foi elaborado pela Human Progress. Em laranja, destaca a quantidade de tragédias do tipo. Em azul, a proporção de países que protagonizaram tais atos.

O que é possível ler destas linhas: o total de assassinatos em massa seguiu uma trajetória de crescimento entre 1945 e 1992. Não só isso, ficaram cada vez mais intensos. Só então iniciou um ciclo de declínio com apenas duas altas consideráveis: 2009 e 2013.

A Guerra Fria, aquela que colocou capitalismo contra socialismo, durou de 1945 a 1991, quando a União Soviética encontrou seu fim e deixou um rastro de instabilidade política no oriente Europeu. O que leva à conclusão óbvia: o fim do comunismo implicou numa necessária queda de tragédias do tipo.

Sobre as duas única altas observadas desde então, coincidência ou não, correspondem ao início dos dois mandatos de Barack Obama, talvez o maior esquerdista a presidir os Estados Unidos da América. E a própria esquerda defende que os atos de um gestor desse porte possuem consequências globais.

Talvez não seja mera coincidência. Mas só um olhar mais profundo sobre estes últimos assassinatos em massa podem responder.