Segundo Credit Suisse, anúncio de contratação de refugiados prejudicou a marca Starbucks

Assim como na imprensa, as agências de publicidade são tomadas por esquerdistas. Porque o fenômeno não vem do jornalismo, mas das empresas de comunicação como um todo. Em decorrência disso, vem se tornando cada vez mais comum que marcas encampem discursos progressistas em suas campanhas. Mas, como o Implicante não se cansa de mostrar, a estratégia vem se provando uma roubada.

Porque tais empresas dependem do capitalismo para a própria sobrevivência, enquanto a esquerda quer destruir o sistema para implantar o socialismo. Isso, claro, não tem como dar certo. E a Starbucks caminha para ser mais uma case de insucesso.

Porque, em resposta à eleição de Donald Trump, a rede de fast food prometeu contratar 10 mil refugiados, notícia que foi comemorada pela imprensa em todo o mundo. E criticada por aqueles que temem o terrorismo – um grupo, convenhamos, muito maior.

Resultado? Segundo analistas do Credit Suisse, a marca sofreu uma queda repentina assim que o anúncio foi feito em 29 de janeiro. Vem se recuperando desde então, mas com uma notável volatilidade nas últimas semanas. E isso pode prejudicar as vendas da rede já em curto prazo.

Mas isso não chega a ser surpresa para ninguém.

Antes de prometer emprego a refugiados, Starbucks chegou a impedir mulheres em loja árabe

Com o anúncio de que Donald Trump iria bloquear a entrada de imigrantes de sete nações – coincidentemente ou não – de maioria islâmica, a rede Starbucks emplacou uma pauta em que prometia criar dez mil empregos para refugiados. A reação imediata não foi boa, as ações da companhia passaram o dia seguinte em queda. E uma dúvida ficou no ar: o que teria levado a marca a entrar num jogo político tão arriscado?

Talvez a necessidade de limpar a própria imagem, uma vez que, há um ano, o Starbucks se viu em polêmica que viralizou nas redes sociais. Uma de suas lojas na Arábia Saudita, mais especificamente em Riyadh, passou a estampar um cartaz impedindo a entrada de mulheres no recinto.

https://twitter.com/manarn8/status/694184934441930752?ref_src=twsrc%5Etfw

O cartaz dizia em inglês nada culto:

“PLEASE NO ENTRY FOR LADIES ONLY SEND YOUR DRIVER TO ORDER THANK YOU”

(Algo como: “Por favor, sem acesso de mulheres. Apenas mande o seu motorista fazer o pedido. Obrigado.”)

A explicação não ajudava. Havia na loja um muro para dividir o espaço entre famílias e pessoas solteiras. Contudo, esse muro caiu. A solução encontrada para resolver o impasse teria sido o impedimento de mulheres no ambiente – temporariamente, claro.

A marca defendeu-se com o seguinte pronunciamento:

“No Starbucks, aderimos aos costumes locais da Arábia Saudita oferecendo entradas distintas para famílias e pessoas solteiras. Além do mais, todas as nossas lojas oferecem as mesmas vantagens, serviço, menu e assentos para homens, mulheres e famílias.”

Mas a desculpa não convencia. E seguiu-se uma sequência de anúncios bem documentados pela CNN. Apenas uma semana depois, o problema estava sanado, sempre buscando respeitar as leis locais, que privilegiam homens em detrimento a mulheres.

Qual a solução? Vejam que ironia: a construção de um muro. De um lado, homens solteiros entravam. Do outro, famílias e mulheres.

Um dia após prometer contratar 10 mil refugiados, Starbucks vê cair o preço de suas ações

Quando a esquerda americana marchou contra a posse de Donald Trump, black blocs direcionaram todo o ódio que sentem do ocidente a marcas símbolo do capitalismo. Por isso, um dos vídeos que mais viralizou naquele 20 de janeiro mostrava uma vitrine do Starbucks sendo destruída.

Dias depois, aderindo ao que o Implicante gosta de chamar de “marketing do lacre”, a rede de fast food anunciou que, em resposta ao bloqueio de visto para sete nações islâmicas ligadas ao terrorismo, pretendia contratar 10 mil refugiados.

Um dia depois, as ações da companhia enfrentaram um rotina de queda no mercado financeiro:

Nada que surpreenda os editores do Implicante. O “marketing do lacre” costuma se basear apenas no instinto dos autores da ideia. E busca agradar justo um público que odeia o capitalismo, ao ponto de estilhaçar vitrines de uma rede que vende cafés pelo mundo.

O mercado financeiro, contudo, sabe que isso costuma ser uma roubada. E foge correndo de enrascadas como essas.