Palco da última onda de violência, o ES gasta 5 vezes mais com presos do que com estudantes

Foto: Rennett Stowe

No Espírito Santo, cada estudante da rede pública custa, em média, R$ 375,00 ao Estado. Contudo, cada presidiário consome cinco vezes mais recursos, atingido R$ 1.750,00 por mês.

Segundo a Gazeta Online, o que se investe hoje nos 19.950 detentos capixabas poderia acrescer 93 mil novos estudantes aos 256 mil que já cursam o ensino médio por lá.

A conclusão óbvia: um presidiário é muito caro. E isso, claro, precisa ser melhor explicado pelas autoridades.

Não seria estranho se grande parte dessa verba estiver sendo desviada por corruptos.

Entre o povo sofrendo com crimes, e bandidos sofrendo na prisão, o STF parece não ter dúvida

O colunismo político adiantou que já havia maioria no STF disposta a libertar Eduardo Cunha, mas a corte temia a reação da opinião pública. Resultado: por 8 a 1, mantiveram o ex-presidente da Câmara na cadeia.

Importante, contudo, é registrar que, sim, aparentemente a Suprema Corte importa-se com a opinião pública. Mas, também aparentemente, apenas em determinados assuntos.

Pois, no dia seguinte, o STF decidiu que presos em celas superlotadas devem receber indenização. Em outras palavras, a sociedade deve pagar pelo “desconforto” vivido pelo presidiário que só está lá preso por ter causado algum “desconforto” à… Sociedade!

A decisão está em perfeita sintonia com o que vários membros da Suprema Corte já dizem há tempos. Se dependesse deles, a superlotação seria resolvida retirando criminosos da cadeia. Isso tantas vezes implica em devolver às ruas meliantes que, na primeira oportunidade, farão algo que justifique uma volta imediata à prisão.

Entre uma sociedade aterrorizada por ondas e ondas de crimes, e criminosos aterrorizados pela superpopulação, o STF fez a escolha dele. E a conta será paga – por vezes com sangue – justamente por quem menos pode se proteger destes bandidos. Sim, os mais humildes.

Como 61 geladeiras entraram escondidas num presídio? Com muita corrupção

Foto: Rennett Stowe

Em resposta à crise enfrentada no sistema carcerário brasileiro, Michel Temer ordenou que as forças armadas fizessem uma revista mais severa nos presídios mais problemáticos. A primeira varredura se deu em Roraima, na penitenciária em que 33 presidiários foram chacinados no início de 2017. E os números seguem impressionando.

Foram encontrados 6 torradeiras, 9 liquidificadores, 12 aparelhos DVD, 23 fogões, 31 aparelhos de televisão, 56 celulares e, acreditem, 61 geladeiras. Sim, também foram encontradas drogas e armas, além de pólvora e até botijões de gás.

Como foi possível passar toda essa parafernália pela segurança do presídio? Não tenha dúvida: com muita corrupção.

O problema do sistema carcerário não é a superpopulação, nem prisão em excesso, como alega a esquerda. É meramente ético.

Pedido de demissão coletiva dos especialistas em penitenciárias é coisa do PT, diz jornal

Em um editorial o Estadão fala a verdade sobre o pedido de demissão coletiva de técnicos oriundos do governo de Dilma Roussef: o pedido é uma revelação da enorme hipocrisia desses especialistas e petistas, segundo o jornal que lembra também que nos 13 anos anos à frente do poder o PT, como de costume, não tratou a questão do sistema prisional do Brasil com atenção.

O resultado foi que apenas R$ 687 milhões, 14% da dotação de cerca de R$ 5 bilhões destinados ao Fundo Penitenciário (Funpen), foram de fato aplicados.

O jornal destaca ainda que os lulopetistas não deram a mínima para questão dos presídios porque não viam apelo eleitoral na questão.

Tá excelente o editorial, leia na íntegra.

Especialistas em sistema carcerário da gestão Dilma pedem demissão do Ministério da Justiça

O ministro da justiça, Alexandre de Moraes, se vê tendo que lidar com um pedido inusitado de demissão coletiva: o presidente e mais seis membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária decidiram renunciar aos seus cargos.

De acordo com o JOTA, Moraes recebeu uma carta dos especialistas listando 13 motivos que levaram os profissionais à renunciarem ao seus cargos. Dentre reclamações, está a de que não concordam com as medidas que estão sendo tomadas pela pasta para lidar com a crise no sistema penal.

Apesar de deixarem claro que a demissão não se trata de preferências políticos-partidárias, os especialistas explicam que “Defender mais armas, a propósito, conduz sim à velha política criminal leiga, ineficaz e marcada por ares populistas e simplificadores da dimensão dos profundos problemas estruturais de nosso País”.

Será que eles esperam combater os degolamentos nas penitenciárias com aulas de capoeira?

Só para entender o caos vivido nos presídios brasileiros, o governo gastará R$ 18 milhões

Foto: Rennett Stowe

Quais crimes cometeram os presidiários brasileiros? Quantos são presos provisórios? Com quantas pessoas eles dividem a cela? Acreditem. O Brasil que o governo Temer recebeu do PT não tem certeza dessas respostas.

Mas não deve ser difícil tê-las, não é mesmo? Não é só disparar um email para cada presídio, pedir para que mandem as informações que possuem e juntar tudo numa planilha Excel? Não. Porque nem os próprios presídios possuem esses dados.

Então basta mandar um pesquisador a cada presídio para que seja feita uma contagem? Também não é simples assim. Pois a situação é caótica de tal forma que não há como garantir a segurança desses pesquisadores. E o exército precisará entrar em campo.

Enfim… Cármen Lúcia propôs a realização de um censo para levantar todos estados dados e nortear políticas públicas. Por todas as dificuldades já descritas, o país deve investir R$ 18 milhões nessa iniciativa.

De fato, o Brasil não é para amadores.

Resolver a superlotação dos presídios brasileiros custaria meio Bolsa Família

O ano abriu com o noticiário tomado por chacinas ocorridas em presídios brasileiros. Até o momento da redação deste texto, quase uma centena de presidiários foram mortos no Amazonas e Roraima graças à guerra de facções como PCC e Família do Norte. Os analistas ainda tentam entender o ocorrido, mas tudo leva a crer que disputam a rota do tráfico pela selva amazônica, algo que, em países vizinhos, já descambou em guerra civil.

Fato é que o Estado brasileiro aprisiona seus criminosos em condição desumana. E não é aceitável que um governo proporcione esse tipo de situação até mesmo aos mais desumanos dos seres. Enfim… A superlotação é um problema que atinge a segurança pública, um setor que o Implicante entende ser da maior prioridade.

O Conselho Nacional de Justiça estima em 250 mil a quantidade de vagas necessárias para acomodar tanto detendo. E fecha a custo disso em redondos R$ 10 bilhões. É muita grana. Para efeito de comparação, é metade do que o país gasta com Bolsa Família em um ano.

Mas é um assunto a se discutir, principalmente em tempos de recessão. Não é fácil liberar tamanha verba, principalmente num momento delicado como este, e para um grupo tão pouco merecedor dela. Mas é preciso encontrar esse dinheiro, ainda que leve algum tempo. Afinal… Desumanos são os que estão lá dentro, não o brasileiro que está aqui fora.

O Implicante seguirá acompanhando o caso, com o devido cuidado para driblar as narrativas esquerdistas, que a todo tempo buscam livrar bandidos da cadeia. Por isso, qualquer decisão no calor do momento pode ser equivocada. E essa guerra está apenas começando.

Presídio superlotado? Construam mais presídios! Mas não digam que se prende muito no Brasil

Foto: Rennett Stowe

O Ministério Público Federal fez um levantamento a respeito da situação do sistema carcerário brasileiro. E confirmou o que todo mundo já sabia: está superlotado, com 140 mil presos a mais do que seria possível manter encarcerado. Sim, uma situação horrível. Mas qual foi a solução apontada pelo MPF? Parece piada: “descarcerização“.

Isso não é dito apenas no país que vem enfrentando quase 60 mil assassinatos por ano. Mas no país em que, a depender da região, menos de 3% dos crimes do tipo apontam algum tipo de culpado. Como ter coragem de sugerir “descarcerização”, ou seja, penas alternativas e bem mais leves, com tanto bandido ainda aprontando nas ruas e aterrorizando a sociedade?

Só estando cego por um discurso esquerdista que passa a mão na cabeça até dos criminosos mais execráveis.

Se há déficit de vagas e se importam tanto assim com as condições dos presos, exijam a criação de mais vagas. Se possível, coloquem tais presidiários para trabalharem nessas obras em troca até mesmo da redução das próprias penas. Mas não digam ao povo brasileiro, que enterra 60 mil de seus entes queridos em decorrência de monstros, que o país precisa tirar bandido da cadeia.

É um absurdo!

A taxa de homicídio em algumas regiões do Brasil supera a média dos presídios nacionais

Revólver. Foto: Pexels.

Há outro dado alarmante no levantamento feito pelo Ministério Público sobre o sistema carcerário brasileiro. No ano de 2014, o MPF conseguiu contar 365 mil presidiários no Brasil. E descobriu que 137 deles foram assassinados em pleno cárcere.

Sim, é trágico. Mas pode piorar.

Ao se dividir o total de assassinatos pelo de presidiários, descobre-se que o sistema carcerário brasileiro possui taxa de homicídio de 37,53 óbitos para cada grupo de 100 mil. É inaceitável. Mas dá o tom da gravidade vivida em certas regiões do país.

No mesmo período, a taxa de homicídio no Rio Grande do Norte foi de 46,2 óbitos para cada grupo de 100 mil. Em Sergipe, 49,4 óbitos. Em Alagoas, 63 óbitos.

Isso mesmo. A depender da região onde você se encontra, você corre menos risco de ser assassinado se estiver dentro de uma cadeia superlotada com os piores criminosos do país. E esse risco faz mais diferença ainda se você viver em regiões de risco do país, basicamente onde são concentrados os quase 60 mil assassinatos que o Brasil vem chorando todo ano.

A estatística vale principalmente para o bandido que a esquerda evita prender. Na prisão, ele corre mesmo risco de ser morto. Ou mesmo de matar.