Os venezuelanos não fugiram de uma crise, fugiram de uma tirania

18/03/2016 - Raúl Castro recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O UOL chama de “crise venezuelana“. É a expressão também sacada pelo Globo quando não vai de “crise humanitária“. O G1 atribui a fuga à fome. A Folha, por sua vez, escolheu “êxodo venezuelano“.

São expressões covardes que minimizam o que de fato ocorre: a população de uma nação bolivariana foge da tirania nascida de mais um experimento socialista. Que, como todo experimento socialista, e conforme tanto alertaram os críticos diante de uma gritante leniência da imprensa, terminaria em colapso.

Uma tragédia que despontava no horizonte dos temores dos milhões que foram às ruas exigir o impeachment de Dilma Rousseff. Pois esta comandava um governo aliado do ditador que condena o futuro e o presente do vizinho ao norte. E pertence a um partido – ou mesmo a um grupo ideológico – que não só usou dinheiro do povo brasileiro para financiar tamanho absurdo, como segue apoiando tal iniciativa até a redação deste texto.

Crise? Isso não é crise. Pois o termo passa a sensação de mal súbito que logo há de ser contornado. Mas este é um problema reclamado há mais de década. No caso específico dos refugiados em Roraima, é possível observar anomalias ainda no governo Dilma.

Mas, se a imprensa não se dá a proteger nem os seus, por que haveria de defender o interesse da opinião pública?

Esquerdista que concorreu à presidência do Brasil defende fuzilamento dos adversários

Foto: Screenshot do YouTube

Muitos dirão que se trata de uma figura insignificante (o que não deixa de ser, já que ficou em penúltimo lugar na corrida presidencial brasileira no ano passado). Outros tentarão usar a desculpa de que ele citava um “poema”. Mas a verdade é que, se fosse qualquer mísero personagem do “outro lado” com discurso tão repugnante, a imprensa já teria levantado a ficha criminal do meliante ao ponto de ele não mais ter condições de frequentar espaços público.

Disse Mauro Iasi, candidato em 2014 à presidência pelo Partido Comunista Brasileiro:

“Nós estamos dispostos a oferecer a você o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma espingarda com uma boa bala, e vamos oferecer, depois de uma boa pá, uma boa cova. Com a direita e o conservadorismo, nenhum diálogo.”

Ao final da fala, o público que o ouvia o aplaudiu. Para conferir com seus próprios olhos esse absurdo, clique no player abaixo: