Que sirvam de exemplo! Em vez de recuar, Uber e 99 enfrentam o “boicote” esquerdista

Caso alguém ainda não saiba, nesta sexta-feira tanto 99 quanto Uber darão corridas gratuitas (com limitação de preço) a todos os usuários. Mas isso não aconteceu “do nada”. Há um histórico e é justamente isso que talvez represente uma “nova era” na relação das empresas com os boicotes esquerdistas.

Vamos lá.

Primeiro, fecharam acordo com a gestão Doria, fornecendo transporte gratuito aos servidores da prefeitura paulistana. Em seguida, aquilo de sempre: surgem páginas de “boicote”, posts descendo a lenha e as INFALÍVEIS matérias subsequentes, dizendo que pessoas estão contra as empresas.

Nada de novo. O esperado, como vem acontecendo sempre, seria a intimidação, seguida de algum recuo. Mas nada disso! As duas empresas AUMENTARAM O LANCE e resolveram dar o benefício a todos os brasileiros (evidentemente, nas cidades em que atuam). E não vão parar, ou seja, não vão aderir à Greve Geral.

Isso é uma novidade bem positiva na relação das empresas com a extorsão político-ideológica do esquerdismo. A prática de queimar o filme de quem contraria as esquerdices já deveria ser enfrentada há muito tempo. E não só por questão de justiça, mas de matemática: eles são minoria.

É claro que vai demorar muito para que outras empresas façam o mesmo, sobretudo pela quantidade de esquerdistas nas áreas ligadas à comunicação. Ainda assim, vale comemorar.

Por fim, é claro que a turma do “boicote” vai continuar usando os dois serviços.

Em dia de Greve Geral, 99 e Uber darão corridas gratuitas em todas as cidades

Fui anunciada parceria das duas empresas com a Prefeitura de São Paulo e, é claro, a esquerda achou um absurdo, reclamou, ensaiou boicote e aquilo de sempre. Diante da repercussão, em vez de recuar, as duas companhias INTENSIFICARAM as campanhas.

Ambas darão corridas gratuitas nesta sexta-feira. São duas corridas de até R$ 20 reais (ou esse valor descontado de uma corrida maior) por pessoa, nesta sexta-feira.

Evidentemente, esquerdistas estão ainda mais possessos. Evidentemente, a fúria canhota sempre aparece quando algo positivo acontece; neste caso, garantir a locomoção dos trabalhadores num dia de greve partidária (e aproveitando o feriadão para depois dizer que muitos aderiram).

Os detalhes sobre a promoção da 99 estão aqui. O Uber se manifestou atrés de nota enviada à imprensa.

Inicialmente dando um desconto de R$ 15, a 99 o ampliou para o valor atual:

O Implicante parabeniza as duas empresas e torce para que tantas outras também façam o mesmo.

Gestão Doria: parceria com Uber e 99 garante transporte grátis a servidores na Greve Geral

Já se tornaram rotina as parcerias da gestão de João Doria com o setor privado, sem a exigência de contrapartida financeira e garantindo às empresas uma boa visibilidade. Mas esta de agora é pra lá de inusitada. E também muito boa.

Nesta sexta-feira, diante da Greve Geral, o transporte dos funcionários públicos municipais estará garantido, e será gratuito.

Isso por conta de pareceria firmada com a Uber e a 99.

PT, PSOL e PCdoB votaram contra o Uber ser privado; veja também os votos dos demais partidos

Como falamos ontem, a emenda apresentada pelo PT, e aprovada de última hora na Câmara dos Deputados, praticamente “mata” o Uber e serviços correlatos, pois tira o caráter privado, subordinando-os a concessões públicas. Na prática, portanto, virarão táxis e isso também obviamente repercutirá no preço.

Sim, ficará mais caro.

Mas como cada partido votou? Em tempos de lista fechada, é interessante saber a posição de cada bancada. E a esquerda, que se apresenta como representante das coisas “modernas”, deixou claro que na verdade é a boa e velha preposta das ideias mais retrógradas (a começar pelo próprio socialismo).

Legendas: em vermelho, quem votou para que serviços como o Uber tenham natureza pública; em azul, quem votou contra. E, ao lado do gráfico, o número de deputados que deram cada voto. Em resumo: vermelho votou contra o Uber, azul votou a favor.

DEM


PC do B


PDT


PEN


PHS


PMB


PMDB


PP


PPS


PR


PRB


PROS


PRP


PSC


PSD


PSDB


PSL


PSOL


PT


PTB


PT do B


PTN


PV


Rede


Solidariedade

Triste surpresa: os dois deputados do PSL, legenda rebatizada de “Livres” e que defenderia o liberalismo, também votaram pelo fim do caráter privado de serviços como o Uber.

Entenda por que a regulamentação aprovada na Câmara praticamente “mata” o Uber

A ideia seria regulamentar o Uber e demais serviços de “carona remunerada”, finalmente acabando com qualquer questionamento de legalidade, mas no fim das contas a coisa foi por outro caminho. Isso porque, de última hora, foi aprovada a emenda do deputado Carlos Zarattini (PT/SP), com algumas exigências ao modelo de negócio.

O primeiro problema é que o serviço terá “natureza pública”, não mais privada, subordinando-o a concessões emitidas pelos governos municipais. Sim, como os táxis.

E o veículo deverá ser identificado visualmente, o mais provável é que seja pela cor da placa. Sim, como os táxis.

Foi aprovada também outra emenda, estabelecendo que o motorista deverá “possuir e portar autorização específica emitida pelo poder público municipal ou do Distrito Federal do local da prestação do serviço autorizado”, além de o veículo ter de ser licenciado em nome do motorista.

Os custos acarretados pelas novas obrigações praticamente “matará” o modelo de negócios do Uber e congêneres. As tarifas ficarão mais altas e não haverá mais o “motorista eventual”, que usa carro próprio. Os que investem com frotas também passarão por dificuldades razoáveis.

Agora, o projeto vai ao Senado, onde pode sofrer modificações. Mas a perspectiva não é das melhores para as empresas.

Paulo Maluf, outrora “padrinho” dos taxistas, votou a favor do Uber

Paulo Salim Maluf (PP/SP) sempre foi considerado uma espécie de “padrinho” dos taxistas, e as explicações são variadas. Uns dizem que foi pela melhora na segurança pública, outros por ajuda tributária, mas fato que, ao menos em São Paulo, “táxi” e “maluf” são quase palavras siamesas.

Ou eram.

Na votação na Câmara sobre o Uber, o PT apresentou emenda prejudicando a empresa. Na prática, portanto, em favor dos taxitas. E Maluf votou contra essa emenda.

Novos tempos…

Taxistas não tem muito o que comemorar

Sim, a emenda aprovada na Câmara dos Deputados praticamente inviabiliza o Uber (falaremos disso ainda hoje). Porém, nos termos em que foi aprovada, não chega a ser um bálsamo para a turma dos táxis.

Isso porque, na prática, todos serão igualados. Ou seja, todos serão táxis. E qual o resultado disso? A frota vai aumentar EXPONENCIALMENTE, de modo que a concorrência, da qual reclamam, seguirá alta.

A diferença, de fato positiva, é que todos cobrarão o mesmo. Mas o mercado, como é óbvio, seguirá acirrado. Piorou MUITO para um lado, mas não melhorou tanto assim pro outro.

Em apenas 5 horas, a Justiça brasileira tomou 3 decisões bizarras tumultuando todo o país

A primeira foi conhecida no início da tarde, quando a Justiça de São Paulo proibiu João Doria de limpar a sujeira feita nos muros de São Paulo sem pedir permissão antes. Pior: estipulou multa de meio milhão de reais caso a decisão seja ignorada.

A segunda veio da Justiça de Minas Gerais, que viu vínculo empregatício entre o UBER e os motoristas que fazem uso do aplicativo. Com isso, está aberta a porteira para brasileiros reclamarem de vínculo empregatício em qualquer serviço que lhe renda algum trocado, o que fará com que empresas de tecnologia pensem duas vezes antes de aceitarem cadastros no Brasil.

Ao final da tarde, a mais polêmica de todas: em Brasília, o STF ignorou a decisão que afastou Lula da Casa Civil e liberou Moreira Franco para que se torne ministro do governo Temer, inclusive com foro privilegiado. Com isso, e com certa razão, o petista já está correndo atrás de regalia semelhante.

O problema brasileiro não restringe-se a um único poder. O mal a ser combatido está nos três. E essa será uma longa guerra.

Sherlock Holmes é brasileiro

No conto “A Liga dos Ruivos” (1891), o dono de uma pequena loja de penhores vai buscar os serviços de Sherlock Holmes. O nome dele é Jabez Wilson. Tudo começou quando Wilson contratou um ajudante que aceitou receber metade do salário de mercado. Olhando para o próprio bolso, o patrão decidiu que estava bom assim – se o assistente aceitava, por que pagar mais?

Um dia o assistente chegou à loja e mostrou um anúncio de jornal ao patrão. Havia sido aberta uma vaga numa tal Liga dos Ruivos, que basicamente rendia um bom salário sem exigir trabalho nenhum – só ficar no prédio da Liga durante meio período. Ganancioso – e ruivo – o Seu Wilson foi tentar a “entrevista de emprego”.

Chegando lá, encontrou a rua entupida de candidatos ruivos de todos os matizes. Todos queriam a renda da Liga. Mas Wilson teve sorte. O entrevistador entendeu que o verdadeiro ruivo cor-de-fogo estava apenas na cabeleira dele!

Wilson passou a ficar no prédio da Liga dos Ruivos todos os dias das 10 às 14 horas, copiando a ‘Enciclopédia Britânica’ para passar o tempo, sem nenhuma supervisão. Recebia para isso quatro libras por semana (na época, muito dinheiro), e era pago em dia.

Até que um dia, sem mais nem menos, Wilson se deparou com este aviso na porta: “A Liga dos Ruivos foi extinta”. Tendo perdido a boquinha, Seu Wilson foi então procurar Sherlock Holmes para entender o que acontecera.

Acontece que o tal ajudante que aceitou receber um baixo salário era um ladrão e tinha um comparsa. Enquanto Seu Wilson ficava de aspone na Liga dos Ruivos, os dois cavavam um túnel no terreno da loja de penhores dele, que era próxima a um banco. Sherlock arma uma tocaia no banco e prende os dois em flagrante.

O conto, que parece ser uma história de mistério, carrega uma lição sobre desconfiar do que parece bom demais para ser verdade. Por que o Seu Wilson não desconfiou de um ajudante que aceitava receber meio salário? E mais ainda, como caiu em um conto tão maluco quanto esse da tal Liga dos Ruivos?

Nós no Brasil temos várias Ligas dos Ruivos – vários esquemas fabulosos nos quais muita gente quer acreditar, mas que são insustentáveis. Um deles é o nosso sistema de previdência, especialmente aquele dos funcionários públicos e que envolve salário integral. Se você contribui para a previdência apenas uma parte do seu salário (e não seu salário inteiro) por X anos, com que mágica vai receber o salário inteiro pelos mesmos X anos depois de aposentado? É claro que a conta não tem como fechar.

O mesmo vale para a convivência do ódio aos políticos com o amor ao Estado. Desconfiado e fulo com os políticos, o cidadão exige cada vez mais serviços e atribuições do Estado – o que claro, não tem como dar certo. E “de graça”.

Também temos aqui a incrível “esquerda Uber”. Trata-se de uma casta de acadêmicos e intelectuais que são apaixonados defensores da CLT, mas vivem andando pelas cidades de Uber – cujos motoristas, como todos sabemos, não têm a carteira assinada pela empresa. Essa mesma casta é absolutamente apaixonada pela ideia do “passe livre”, sem nunca parar para pensar que motoristas de Uber e perueiros oferecem um serviço mais barato e democrático que seus concorrentes chancelados pela prefeitura, enquanto os táxis e ônibus seguem cada vez mais caros.

Na raiz da perpetuação de todos esses mitos está a Síndrome do Senhor Wilson: a ideia de que sim, *eu* sou um ruivo especial, o verdadeiro ruivo cor-de-fogo, e portanto eu mereço me aposentar com salário integral / esse serviço de graça / andar de Uber mas exigir que a CLT não mude. Elementar.

Cedê Silva é jornalista. Escreve muito poucas vezes no medium.com/@CedeSilva e pouco muitas vezes no twitter.com/CedeSilva. Escreve no Implicante às sextas-feiras.

O Brasil não é fácil: já tem sindicato de motorista de Uber, e já planejam paralização

O Uber tomou conta do noticiário político nos últimos anos por ser uma alternativa tecnológica que peitava uma das estruturas mais arcaicas do mercado não só nacional, mas das principais capitais do mundo. A população, cansada do péssimo serviço fornecido pelas companhias de táxi, tomou as dores do aplicativo e cobrou de seus representantes que liberassem o uso do serviço em suas cidades.

Fato é que a marca vem enfileirando vitórias, ainda que a disputa seja acirrada. Mas o Brasil não é fácil. E o inimigo agora é outro: os próprios motoristas de Uber. Ao menos aqueles que fundaram um sindicato. E já estão convocando uma paralização.

No momento da redação deste texto, com quase 500 votos computados, uma enquete mostra quase 70% de concordância com uma eventual adesão ao movimento.

Sim, é pouca gente ainda, a marca trabalhava para ter mais 50 mil motoristas em atividade no país. Mas espanta como essas iniciativas esquerdistas se proliferam no Brasil.

O que dizer? A luta continua, Uber.