Já são cinco os países da Europa que não aceitam a cota de refugiados imposta pela UE

Em que pese o clamor da militância esquerdista, alegando que isso seria o melhor a ser feito, não são todos os países da Europa que concordam com a cota de refugiados imposta pela UE. O grupo, que já tinha Polônia, Hungria, Eslováquia e República Checa, agora também conta com a Áustria.

A quantidade de refugiados recebidos por países europeus é mesmo gigantesca e, por conta disso, diversas crises locais – e políticas – acabaram por ser instauradas. E o aumento do número de atentados, por sua vez, faz com que as pressões sejam mais intensas.

Quem lidera o movimento em favor dos refugiados é a Alemanha, que em breve passará por eleições e o tema é um dos mais fortes de todo o debate.

É cedo para fazer apostas ou especulações, mas ainda assim é nítido que a resistência à recepção irrestrita de imigrantes deixou de ser uma regra e os opositores perderam o receio de assumir publicamente a discordância quanto a isso.

Horas antes do atentado em Londres, presidente Turco disse que europeus não estariam seguros

Enquanto ainda se desdobram os fatos havidos em Londres, com muitos detalhes a serem revelados, chama atenção uma fala no mínimo desastrosa do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, tratando da recente crise entre seu país e a União Europeia, cujo auge se deu nos episódios da Holanda.

Ele disse, em suma, que nenhum europeu estaria seguro nas ruas, sem ir mais além no que queria dizer. Para piorar, dias atrás ele afirmou que o futuro da Europa seria o aumento de turcos, que deveriam ter cinco filhos enquanto a população europeia se reduz.

O momento, enfim, pede cautela. As declarações de Erdogan vão no sentido oposto e certamente servirão para alimentar reações hostis. Um desserviço completo. Mas, depois, não podem culpar os outros.