E exigir “Diretas Já” segurando a bandeira da União Soviética? Faz sentido?

A imagem destacada neste texto foi feita por Amanda Perobelli para o Estadão Conteúdo. Mas correu não só as redes sociais, como outras publicações. Nela, manifestantes petistas exigem a queda de Michel Temer enquanto se aproveitam do slogan “Diretas Já” que marcou o fim da ditadura no Brasil. Contudo, tudo é feito sob um bandeira vermelha com uma foice, um martelo e uma estrela amarela.

Os mais jovens talvez não reconheçam, pois este símbolo foi aposentado há 25 anos. Mas se trata da bandeira da União Soviética, ditadura socialista que deixou de existir em 1991 por força de máximo fracasso atingido.

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Até mesmo lutar contra a corrupção usando camisa da CBF faz mais sentido. Afinal, o uniforme da seleção brasileria de futebol destaca as cores do Brasil. E, apesar de toda a roubalheira, a CBF não matou milhões de inocentes.

Olha quem defende uma ditadura que matou milhões de pessoas. A imprensa ficará quieta?

A expressiva maioria dos formadores de opinião nos grandes veículos não é apenas omissa – ou mesmo encorajadora – da tática “blackbloc”. Eles também costumam ficar calados – ou aplaudir em silêncio – as manifestações pró-ditadura da rapaziada vermelha. Isso porque, claro, eles defendem os regimes genocidas socialistas.

E, sim, genocida. A União Soviética, defendida a ponto de empunharem bandeiras, matou milhões e milhões de pessoas. Num único episódio, o Holodomor (ou “fome genocídio”), milhões de ucranianos foram mortos PELA FOME.

Um grupo empunhando essa bandeira, bizarramente pedindo “eleições diretas”, seria motivo bastante para um sem-número de reportagens desmascarando a total falta de democracia e, mais ainda, o disparate de defenderem um regime que matou mais que o nazismo (sim, bem mais).

Mas, não. Optam pelo silêncio. E isso diz mais sobre a mídia do que sobre essa molecada babaquara e massa-de-manobra de partido político.

Definitivamente, é uma guerra cultural sobretudo fundada na comunicação, nas táticas de narrativa etc. E, também definitivamente, é preciso que tenhamos mais e mais força para esse combate de informação.

Temos a desvantagem da estrutura e do apoio dos demais setores igualmente influenciados, mas ao mesmo tempo temos a vantagem da verdade e a de não desistir.