A Odebrecht diz que doou R$ 1,5 milhão para a única senadora do Partido Comunista do Brasil

Quem acompanhou as discussões do impeachment de Dilma Rousseff deve lembrar: Vanessa Grazziotin era uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma Rousseff. Ao ponto de gerar uma peça de humor involuntário daquela: chamou a defendida de “presidenta inocenta“.

Agora, a única senadora do Partido Comunista do Brasil corre o risco de não ser considerada “inocenta”. Motivo: teria recebido R$ 1,5 milhão da Odebrecht em dinheiro vivo, tudo negociado diretamente entre as partes envolvidas.

E olha que a empreiteira, segundo a revista Veja, nem tinha interesse no Amazonas. Restando a dúvida: por que doou?

Grazziotin: criticou a gestão privada de presídios, recebeu doações de empresas que os gerem

O brasileiro deve lembrar de Vanessa Grazziotin pois ela foi uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma Rousseff no julgamento do impeachment. Pois bem. A senadora é do PCdoB, partido que ainda insiste nos argumentos mais arcaicos do esquerdismo brasileiro. E aproveitou a recente crise do sistema carcerário brasileiro para atacar o modelo de privatização de presídio explorado no Norte.

O problema? Quatro empresas ligadas ao grupo que administra presídios na região foram os maiores doadores na campanha em que Vanessa tentou se tornar prefeita de Manaus, em 2012. Ao todo, foram R$ 2,9 milhões em doações, ou 20% dos R$ 13,4 milhões recebidos.

O Globo cita quatro empresas, todas ligadas a Luiz Gastão Bittecourt, presidente da Fecomércio cearense: Auxílio, RH Multi Service, Serviarm e Serval. O Antagonista é categórico ao dizer que a grana vem do grupo Umanizzare, responsável pela gestão do presídio onde se deu a maior das chacinas no Amazonas.

Em artigo para a Folha, Vanessa disse: “No Amazonas, há ineficiência da empresa privada que opera os presídios. Há sobrepreço do contrato (triplo da média nacional), que já consumiu, de 2010 a 2016, R$ 1,1 bilhão do dinheiro público, parte dos quais irrigaram campanhas do governador e seus aliados.

Ela não sabia a origem de 20% da grana que irrigou a campanha dela?

PCdoB é aliado de Leprevost em Curitiba; senadora do partido replica post de ódio a Curitiba

Como a gente já vem dizendo, é preciso ter certa cautela na hora de firmar algumas alianças. Já tratamos aqui dos problemas que Ney Leprevost (PSD) anda passando em Curitiba, onde concorre a prefeito no segundo turno, em razão de estar aliado ao PCdoB.

Para além do vínculo com um dos principais aliados do PT, de Dilma Rousseff e de Lula, o partido comunista é também ligado a grupos que invadem escolas – como aquele que trocou bandeiras do Brasil por outras vermelhas, e no Paraná.

Agora, mais essa. Aliás, já noticiamos aqui a patacoada. Mas o blogueiro Cesar Weiss juntou os pontos. Em suma: a senadora Vanessa Grazziotin, do mesmo PCdoB aliado de Leprevost, compartilhou mensagem de ódio justamente contra Curitiba.

O post original partiu do usuário “Phoenix”, e até a feitura deste texto continua no ar. A senadora comunista efetuou o chamado RT (retweet), jogando-o para toda sua timeline.

Pois é. Como o candidato vai explicar mais essa, agora? Tem aliado que dá trabalho, mesmo.

Aliada do PT, senadora amazonense compartilhou mensagem que prega a expulsão da região Sul

A mensagem é grotesca em vários níveis. Porque desrespeita os votos recebidos por Michel Temer na condição de vice-presidente, a operação Lava Jato, a ideia de o Brasil ser uma federação, as vítimas do nazismo e principalmente o povo do Sul do país. Tudo isso em apenas 140 caracteres. Foi publicado por um usuário que assina como “Phoenix”.

Seria apenas mais um absurdo corriqueiro publicado no Twitter, se não tivesse sido compartilhado por uma senadora da República. No caso, por Vanessa Grazziotin, senadora pelo Amazonas e líder do PCdoB no Senado. Ela ganhou mais atenção após as defesas bizarras que fazia de Dilma Rousseff durante o julgamento do impeachment. Nesta campanha, viraria piada ao pedir voto para uma candidata famosa pela apologia ao consumo de cocaína.

O screenshot abaixo foi feito no perfil verificado da comunista. Clicando nele, chega-se ao tweet original.

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É comum que, ao serem emparedados com manifestações semelhantes, personalidades fujam pela tangente e aleguem que compartilhar conteúdos polêmicos não implicam em concordância. O que não passa de hipocrisia: os usuários das redes sociais, na imensa maioria das vezes, compartilham ideias com as quais concordam. Quando discordam, costumam deixar claro a discordância.

Se fosse o contrário, e um senador da região Sul propusesse a separação do Norte do país, a imprensa já estaria há 24 horas discutindo xenofobia.

E não. Isso não é falsa simetria. É a lógica que a esquerda adora ignorar.

Vídeo: senadora que defendeu Dilma apoia a candidatura de jovem presa por apologia à cocaína

Vanessa Grazziotin só não foi a senadora que mais defendeu Dilma Rousseff no impeachment porque esse troféu pertence a Gleisi Hoffmann. Mas a dupla chegou a protagonizar um dos momentos mais tragicômicos do processo quando se empolgou com a manobra fajuta de Waldir Maranhão. Agora, a parlamentar do PCdoB surge em vídeo apoiando “Senhorita Andreza”, candidata a vereadora de Belém do Pará.

Grazziotin defende que Andrezza é talentosa e reconhece que já sabia da fama da jovem antes de conhecê-la por causa do sucesso que fazia. Por que Senhorita Andreza ficou famosa? Por ter sido presa em decorrência de um vídeo onde faz apologia ao consumo de cocaína.

Em dado momento, ao convidar outros jovens para uma festa na própria casa, a Senhorita Andreza diz: “Vamos beber um chope, cheirar uma coca na manha“. No YouTube, publicaram um vídeo único com os dois momentos:

https://www.youtube.com/watch?v=75PcN8B0JZM

Em nota, Vanessa Grazziotin explicou que defende o voto em Andreza porque todos devem ter a chance de corrigir os erros. Mas a candidata não parece interessada em corrigir qualquer erro. Tanto que usa como slogan de campanha a mesma expressão do vídeo polêmico: “sem embassamento”.

Em vídeo, senadora do PCdoB chama Dilma Rousseff de “presidentA inocentA”

A esquerda nunca teve medo do ridículo, e isso explica tanto o sucesso obtido como as recentes derrotas. Vanessa Grazziotion, como senadora pelo PCdoB, não tem medo do ridículo. E usou o microfone do Senado não só para defender a honestidade de Dilma Rousseff, como se isso já não fosse motivo o suficiente para arrancar risadas, mas para chamá-la de “presidentA inocentA”. Não foi erro de digitação. Ela de fato falou “presidentA inocentA”.

Na dúvida, basta acionar o player abaixo:

O taquígrafo, no entanto, foi generoso com a senadora. E registrou o termo correto nas notas taquigráficas: “Tenho muita esperança de que se, infelizmente, esse processo seguir aqui, o Supremo Tribunal Federal analise o conteúdo, porque uma Presidenta inocente está sendo retirada do poder por mera decisão política“.

Em vídeo patético, senadores do PT comemoram a anulação do impeachment que seria revogada

O ano ainda está no segundo trimestre, mas Lindberg Farias, Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin e Paulo Rocha já concorrem à melhor peça de humor involuntário do ano por vídeo publicado ontem nas redes sociais. Em 63 segundos, os senadores do PT – e linhas auxiliares como PCdoB – comemoram a tentativa de anulação de impeachment protagonizada pelo folclórico Waldir Maranhão. Sim, a mesma peça que faria Gilmar Mendes dizer sentir vergonha da atuação do advogado-geral da União. Sim, a mesma decisão que, horas depois, o próprio presidente interino da Câmara revogaria por medo de perder o mandato. Sim, o mesmo ato acordado quando os dois últimos encontravam-se bêbados no apartamento de Silvio Costa na noite de domingo.

Claro, o humor é inteiramente pautado na vergonha alheia. A cafonice da caminhada, a canalhice dos argumentos, a “direção” improvisada de Lindbergh lembrando que Paulo Rocha também deveria falar, a falta de ritmo do canto e da coreografia ao final… E Lindbergh novamente ao final tentando cortar o registro no momento certo.

Para conferir, basta acionar o player abaixo:

DILMA MERECE UMA SEGUNDA CHANCE

A conjuntura mudou totalmente. A Câmara dos Deputados vai ter que votar de novo, e dessa vez incluindo o vice presidente Michel Temer. Nós vamos lutar, porque essa decisão com certeza também é resultado da resistência que todas e todos nós estamos fazendo. Vamos continuar nas ruas e na luta pela democracia!

Publicado por Gleisi Hoffmann em Segunda, 9 de maio de 2016

Se brasileiro fosse, Ricky Gervais, criador de The Office, teria muita dificuldade para competir com a realidade.