Os venezuelanos não fugiram de uma crise, fugiram de uma tirania

18/03/2016 - Raúl Castro recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O UOL chama de “crise venezuelana“. É a expressão também sacada pelo Globo quando não vai de “crise humanitária“. O G1 atribui a fuga à fome. A Folha, por sua vez, escolheu “êxodo venezuelano“.

São expressões covardes que minimizam o que de fato ocorre: a população de uma nação bolivariana foge da tirania nascida de mais um experimento socialista. Que, como todo experimento socialista, e conforme tanto alertaram os críticos diante de uma gritante leniência da imprensa, terminaria em colapso.

Uma tragédia que despontava no horizonte dos temores dos milhões que foram às ruas exigir o impeachment de Dilma Rousseff. Pois esta comandava um governo aliado do ditador que condena o futuro e o presente do vizinho ao norte. E pertence a um partido – ou mesmo a um grupo ideológico – que não só usou dinheiro do povo brasileiro para financiar tamanho absurdo, como segue apoiando tal iniciativa até a redação deste texto.

Crise? Isso não é crise. Pois o termo passa a sensação de mal súbito que logo há de ser contornado. Mas este é um problema reclamado há mais de década. No caso específico dos refugiados em Roraima, é possível observar anomalias ainda no governo Dilma.

Mas, se a imprensa não se dá a proteger nem os seus, por que haveria de defender o interesse da opinião pública?

Falas de Lula e Gleisi dão razão a quem temia que o petismo transformasse o Brasil numa Venezuela

Brasilia, 05/07/2017 - Cerimônia de posse da senadora Gleisi Hoffmann como presidente do PT.

Foi manchete em todo a imprensa, mas partiu do Poder 360. Em termos que soam pesados até mesmo para o partido que tem no currículo o estranho caso Celso Daniel, Gleisi Hoffman afirmou exatamente que:

Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”

Apenas depois da revolta nas redes sociais, a presidente do PT se reposicionou alertando que a fala não deveria ser entendida ao pé da letra. Ainda assim, na mesma noite, o próprio Lula pontuou no Twitter sobre a liberdade de imprensa.

“A Veja é uma central de mentiras. Eu quero que eles saibam. Trabalhem pra eu não voltar. Porque se eu voltar vai haver uma regulação dos meios de comunicação.

É bom destacar, não foi uma ameaça apenas à Veja, o que já seria grave em suficiência, mas a toda a imprensa. Sempre com o eufemismo de “regulação dos meios de comunicação” já explorado na Venezuela chavista.

Aquela Venezuela que, mesmo com uma ditadura reconhecida pela imprensa e diplomacias mais sérias do mundo, recebeu aplausos de partidos da esquerda nacional, como PSOL, PDT e PCdoB – além do próprio PT, claro.

As falas e os posicionamentos dão plena razão a quem temia que petismo conduzisse o país a uma ditadura semelhante. Mas, para sorte do país, brasileiros foram às ruas e exigiram o impeachment de Dilma Rousseff a tempo.

É preciso trabalhar para que em 2018 eles não recebam das urnas uma nova chance.

O Mercosul confirmou: o socialismo pariu mais uma ditadura, a da Venezuela

21/07/2017- Mendoza – Argentina- Sessão Plenária dos senhores Presidentes dos Estados membros do Mercosul, estados associados, México e convidados especiais

E o recado veio pela voz de um brasileiro, no caso, Michel Temer, que assume a presidência do bloco econômico pelo próximo semestre. O encontro da cúpula ocorreu na Argentina. Ao substituir Mauricio Macri no comando do Mercosul, o presidente do Brasil deixou claro que a Venezuela já não é mais uma democracia. Ou seja: mesmo em sua versão “século XXI”, o socialismo pariu mais uma ditadura, para máximo azar dos venezuelanos.

“Essa é a postura do Mercosul em seu conjunto. Nossos chanceleres reconheceram formalmente a ruptura da ordem democrática na Venezuela. (…) Somos profundamente sensíveis à deterioração do quadro político-institucional, às carências sociais que, nesse país amigo, ganham contornos de crise humanitária. (…) Nossa mensagem é clara: conquistamos a democracia, em nossa região, com grande sacrifício, e não nos calaremos, não nos omitiremos frente a eventuais retrocessos.

Com isso, o processo para que a Venezuela deixe o bloco deve seguir o rumo. Atualmente, ela já se encontra suspensa. Tanto que Nicolás Maduro não participou deste encontro.

Não foi por falta de alerta. Desde antes da entrada dos bolivarianos mais ao norte, os críticos apontavam o processo de corrosão da democracia venezuelana em curso desde os mandatos de Hugo Chávez. Mas a lição, ao que tudo indica, não foi aprendida por aqueles que abriram caminho para os ditadores. Na semana em que o centésimo manifestante morreu protestando contra Maduro, o PT achou por bem reforçar o apoio ao regime.

Vídeo: ditador Nicolás Maduro ameaça “o que não pudermos com os votos, faremos com as armas”

Quando não foi mais possível esconder que a Venezuela vive sob uma ditadura socialista, parte da esquerda brasileira resolveu “retirar o apoio” ao chavismo. E “parte” porque, claro, ainda há os que seguem apoiando numa boa.

O vídeo a seguir, de Nicolás Maduro, dá mostra de como as coisas são. E de como seriam/serão aqui, caso cometamos o erro de dar poder a pessoas ou grupos assim. VEjam:

É uma situação bizarra, absurda, inaceitável. Nossos votos de solidariedade ao pobre povo venezuelano.

Esse é o ‘herói’ da esquerda brasileira. Esse é o regime que muitos partidos consideram exemplar. Isso, no fim das contas, é o retrato real do socialismo.

Vídeo: as chocantes imagens de crianças desnutridas na ditadura socialista venezuelana

O regime ditatorial venezuelano, até bem pouco tempo atrás enaltecido por toda a esquerda brasileira, não é cruel apenas na perseguição de dissidentes e na cassação de direitos políticos. Há um outro dado ainda mais devastador: a fome. E a coisa fica pior quando são crianças.

A BBC Mundo divulgou um vídeo realmente chocante, cujas imagens são mesmo muito fortes e, desde já, recomenda-se cautela aos mais sensíveis. De todo modo, é um registro necessário para que se tenha ideia do que acontece naquele país.

Segue a reportagem, em espanhol:

Triste e inadmissível.

Ditadura socialista: Venezuela agora proíbe também a transmissão ao vivo de protestos

Na Venezuela, onde impera uma ditadura socialista, o direito à livre manifestação inexiste. E pró-Maduro ocupam as ruas. Isso é um dado sabido, sem que deixe de ser alarmante. Porém, agora a coisa chegou a um novo patamar.

Segundo a Globonews, além de protestar, também será proibido transmitir protestos. Pois é. E a emissora que descumprir poderá perder a concessão.

É assim que as coisas funcionam no regime até outro dia enaltecido pela esquerda brasileira.

Vídeo: flagrante assustador da milícia pró-ditadura aterrorizando as ruas na Venezuela

Vejam o vídeo que o líder da oposição democrática venezuelana, Henrique Caprilles, divulgou em seu perfil (voltamos em seguida):

Aterrorizante, assustador, absurdo. Imaginem o terror de quem está lá, filmando, com o receio de ter a casa invadida. Esse é o regime apoiado pela esquerda brasileira. É isso que eles consideram “democrático”.

Lembrando que, até agora, são cerca de 40 mortos pela ditadura só nos protestos recentes.

Vídeo impressionante: ditador Maduro dança na TV enquanto a guarda bolivariana ataca o povo

As imagens do vídeo a seguir são uma síntese da Venezuela. E é um triste resumo. Na TV, o ditador Nicolás Maduro dança, em algum desses programas que enaltecem o regime opressor socialista daquele país. Porém, da janela da residência em que a TV está sintonizada, o choque de realidade: a guarda bolivariana atacando o povo, que luta por liberdade.

Vejam:

Um retrato do bolivarianismo.

Não é piada: manifestantes contrários à ditadura da Venezuela usarão bombas de excrementos

Segundo a revista Isto É, com informações da Agência EFE, os manifestantes venezuelanos, que corajosamente se opõem à ditadura socialista de Nicolás Maduro, usarão um artefato bélico não muito convencional: o “cocôtov”. Basicamente, frascos com fezes.

E não seria a primeira vez, pois o referido petardo já teria sido empregado em um protesto em Los Teques, periferia de Caracas.

A situação naquele país é tão dramática, e o povo tem sendo tão oprimido pelo regime socialista, que não chega a ser nem mesmo permitido esboçar sorriso com a notícia. A “arma” usada é fruto do desespero extremo.

Sorte e força ao povo da Venezuela.

Análise: carta de José Dirceu acena para “venezuelização” do Brasil

Ontem, comentamos sobre a carta de José Dirceu, escrita ainda antes da decisão do STF sobre sua soltura. Nela, ele é incisivo quanto a uma guinada à esquerda por parte do PT e determinado trecho não deixa dúvidas quanto a isso:

“Seguramente, voltaremos com um giro à esquerda para fazer as reformas que não fizemos na renda, riqueza, poder, a tributária, a bancária, a urbana e a política. Não se iludam vocês e os nossos” (grifamos)

Pois é. O PT nunca escondeu sua simpatia ao regime venezuelano e, mais do que isso, foi elaborada nota oficial em favor de Maduro, mesmo depois de as coisas ficarem mais rígidas.

A carta de Dirceu, portanto, não destoa da posição histórica do partido e certamente não é feita apenas para agradar à militância (sim, a política tem disso). A descrição objetiva das reformas mostra que há um projeto de poder muito diferente daquilo de “carta ao povo brasileiro”.