Vídeo inacreditável: em meio a bombas de gás, mulher enfrenta veículo blindado na Venezuela

Dias atrás, comparamos duas imagens igualmente históricas. Uma, mais antiga, na China; outra, mais recente, na Venezuela. Em ambas, cidadãos enfrentam veículos blindados de ditaduras socialistas.

Mas o vídeo a seguir é ainda mais impressionante. Vejam, voltamos em seguida:

É inspiradora a coragem da mulher sozinha, enfrentando dessa forma tais veículos, entre bombas de gás e todo o cenário de guerra.

Um vídeo histórico.

Rafael Rosset: “Venezuela hoje, o que o Brasil poderia ter sido amanhã”

Ao menos no papel, a Venezuela ainda pode ser considerada um país. Mas dificilmente um observador externo a colocaria na mesma liga que o Chile, o Canadá ou mesmo o Brasil. Em 2016 o país registrou uma inflação de 800% e um decréscimo de 19% no PIB, ao mesmo tempo em que a taxa de homicídios batia em inacreditáveis 92 por 100 mil habitantes, a maior do mundo e 3 vezes maior que a brasileira, que já é considerada altíssima. Alguma coisa deu terrivelmente errado com os nossos vizinhos, algo que talvez demore décadas até ser completamente desfeito.

Hugo Chavez, que em 4 de fevereiro de 1992 logo, antes de ser preso, reconhecia diante das câmeras a derrota em sua tentativa de tomada de poder via golpe militar, assumiu em 2 de fevereiro de 1999 com a promessa de “refundar” o país através da convocação de uma Assembleia Constituinte. Antes mesmo de assumir, diante da oposição de alguns parlamentares, já passou a ameaçar o Congresso de destituição e os que dele discordavam de prisão, uma vez que ao descumprir seu decreto presidencial de convocação de um referendo para chancelar sua decisão de refazer a constituição estaria, o Congresso, operando “fora da lei”. Já em seus primeiros dias na presidência amaciou o discurso, deixando claro que “nem todo militar é um gorila, um ditador ou um potencial tirano”, e garantindo que seu governo não seria “nem de esquerda nem de direita, mas humanista”. Foi efusivamente saudado pelo ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, que o qualificou de “revolucionário pacífico”. Bill Clinton lhe ofereceu um visto que no ano anterior havia sido negado pelas vias oficiais. Com o país em grave crise há quase 15 anos, não foi difícil a Chavez conseguir aglutinar em torno de si as Forças Armadas, o empresariado, a sociedade civil. Os mercados abriram em alta, e assim permaneceram por muito tempo.

Em fevereiro de 99 o barril do petróleo, responsável por 80% das exportações venezuelanas, estava cotado a US$ 11,50, sem perspectiva de recuperação. O déficit fiscal estava em US$ 5 bilhões, com uma taxa de inflação anual de 30% e uma dívida externa de US$ 22 bilhões. 5 anos depois, em 2004, o preço do barril batia nos US$ 50,00, e o país cresceu quase 20%. Em 2006 o barril chegou aos US$ 70, enquanto o crescimento venezuelano continuava chinês a quase 10%. Em 2008 o barril chegou a flertar nos US$ 150,00, enquanto a economia já dava sinais de fadiga, mas ainda crescendo forte a quase 6% ao ano. Escorado nesse “milagre”, Chavez instituiu uma democracia plebiscitária, distribuindo as rendas do petróleo e pedindo em troca ainda mais poder, ao mesmo tempo em que esmagava a oposição, aparelhava todas as instâncias do judiciário e sufocava qualquer jornal que ousasse criticá-lo. Setores inteiros foram confiscados, nacionalizados e postos sob controle do governo. Milícias “populares” foram criadas, armadas e treinadas para “defender a revolução”, ao mesmo tempo em que a população civil foi ostensivamente desarmada.

No Brasil, era amplamente saudado pela esquerda como líder revolucionário. Em 2007, Luciana Genro escreveu (e o texto está até hoje disponível no site do PSOL:

“Além disso, nos enche de orgulho que o presidente Chavez, ao se dirigir ao seu Ministro do Trabalho, tenha afirmado que também é trotskista, da linha de Trotsky da revolução permanente. Não temos palavras para descrever nosso apoio a essas novas medidas de nacionalização que abrem um novo ciclo na vida política venezuelana, e repercutem em toda a América Latina. Elas devem servir de exemplo para todos os governos de nosso continente como um primeiro passo para recuperar as riquezas fundamentais para o nosso povo, tirando-as das mãos da grande burguesia e do imperialismo.

Por ocasião do falecimento de Chavez, Lula disse ao NYT:

“Carismático e idiossincrático, capaz de fazer amigos com facilidade e de se comunicar com as massas como poucos outros líderes, Chávez vai fazer falta. Eu, pessoalmente, guardarei para sempre a relação de amizade e parceria que durante os oito anos em que trabalhamos juntos como presidentes, produziu tantos benefícios para o Brasil e para a Venezuela e para os povos de nossos países.”

O sucesso foi tanto que o bolivarianismo foi exportado para os vizinhos como fórmula de sucesso: Bolívia, Equador, Peru, Argentina e, em certa medida, Brasil.

Hoje a dívida externa venezuelana combinada com a da PDVSA passa dos US$ 120 bilhões, a moeda vale menos de 1% do seu valor de face e o país está infinitamente mais pobre do que quando Chavez assumiu há quase 20 anos, com um déficit fiscal de quase 25% do PIB. Faltam remédios e alimentos, a ponto de pessoas matarem cachorros de rua em busca de alguma proteína. O índice de assassinatos disparou 500% desde a posse de Chavez até hoje. Mais do que isso, o país está dividido e politicamente dilacerado: centenas já foram mortos em protestos contra o governo, com milhares de feridos. Todos os principais líderes opositores estão presos.

Diante desse quadro, e pressionado a antecipar as eleições de forma pacífica, Maduro fez o que todo líder progressista costuma fazer diante do seu retumbante fracasso: culpou a burguesia e dobrou a aposta, convocando uma nova Assembleia Constituinte. Mas seus membros não serão eleitos por voto direto, e sim “pela base da classe operária, as comunas, missões, os movimentos sociais (…)”. Ou seja, os currais do chavismo e de qualquer regime de esquerda. É como se no Brasil apenas os membros da CUT, do MST e da UNE pudessem votar pra escolher os caras encarregados de fazer uma nova Constituição.

Corta. Brasil, junho de 2013. Manifestações cujo estopim foi o aumento nas passagens de ônibus ampliam a pauta e revelam uma insatisfação generalizada com a classe política (isso quase um ano antes do início da Lava Jato). Tentando se capitalizar na esteira do inconformismo geral e tentando recuperar o pouco que havia sobrado de sua popularidade às vésperas de uma eleição, Dilma Rousseff edita em 23 de maio de 2014 o Decreto 8243, que, através da criação de “conselhos populares” (um outro nome para sovietes) prometendo maior participação do povo nas decisões do governo, deixava na boca um retrogosto de aparelhamento e by-pass no Congresso Nacional, onde o governo tinha cada vez menos apoio.

Ao mesmo tempo, a mesma Dilma Rousseff defendia publicamente um plebiscito sobre a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para a reforma política. Sem detalhar a proposta, a então presidente dizia isse que a reforma deveria ampliar a “participação popular” e a “cidadania”. Vendia-se então a panaceia de que a tal reforma, que ninguém nunca soube bem ao certo do que se tratava, seria a salvação da lavoura, a solução para todos as nossas mazelas. Mais uma vez, num momento de crise, oferecia-se uma saída salvadora, a exemplo do que havia ocorrido na Venezuela, com resultados desastrosos.

A Venezuela é, hoje, o que o PT estava a um triz de conseguir realizar no Brasil, mas só não conseguiu porque a pior recessão da história caiu no colo da pessoa mais despreparada a jamais liderar esse pais (e olha que a concorrência é dura), e antes que nosso arremedo institucional houvesse sido completamente solapado. Escapamos por muito pouco, e, suprema ironia, talvez tenhamos sido salvos justamente pela incompetência da gerentona. A esquerda brasileira nunca escondeu sua admiração pelo regime venezuelano, e grande parte dela, principalmente a que a partir de Dilma-2 passou a constituir um pilar fundamental do governo (PSOL e PC do B), secundada por blogueiros progressistas que defendiam uma guinada (ainda mais) à esquerda, colocando a militância dos “movimentos sociais” dentro governo, tinha sonhos tépidos envolvendo conceitos como hegemonia, controle social da mídia e estatização via BNDES.

Hoje, só nos resta rezar pela Venezuela. E trabalhar pelo Brasil, porque o pessoal que provou o gosto do totalitarismo não vai largar tão facilmente esse osso. Como na Venezuela insistem em não largar.

Rafael Rosset é advogado há 15 anos, especialista em Direito Ambiental, palestrante e articulista; perfil no Twitter; e no Facebook. Escreve no Implicante às quartas-feiras.

Massacre socialista: ao menos 26 foram mortos nos protestos recentes da Venezuela

A situação na ditadura venezuelana está crítica. Até a elaboração deste post, foram 26 mortos, todos neste último mês, em razão das manifestações contra o regime opressor de Nicolás Maduro.

Outrora celebrado e badalado entre partidos e militantes de esquerdas no Brasil, o chavismo passou a ser refutado por alguns mais recentemente. Não é novidade: ao longo da história, os socialistas usam esse expediente para livrar-se de alguém que já queimou muito o filme para que o ideal siga com alguma nova figura – que repetirá o ciclo.

De todo modo, são vinte e seis mortos. Isso é saldo de guerra. E essa guerra, infelizmente, é de um governo contra o povo, da opressão contra as pessoas normais, enfim, do socialismo contra os inocentes.

As imagens históricas da luta contra ditaduras socialistas: China, 1989; Venezuela, 2017

Em 1989, milhares de chineses protestaram contra o regime opressor socialista na Praça da Paz Celestial (Tian’anmen). Eles foram reprimidos e o episódio passou a ser considerado o MASSACRE da Praça da Paz Celestial. Entre tantas imagens emblemáticas e históricas, uma ficou mais famosa, de um jovem enfrentando fila de tanques de guerra:

Agora, em 2017, circula pelas redes uma outra foto que reedita o momento, mostrando terrível coincidência histórica, dos protestos de agora, na Venezuela:

Triste.

Que o povo da venezuela consiga se ver livre da ditadura chavista de Nicolás Maduro.

Venezuela: jovem de 17 anos morre baleado na cabeça em protesto contra a ditadura de Maduro

A tensão na Venezuela chega a extremos inquietantes, depois que o governo deixou de fingir ser democrático e escancarou a ditadura. Dias atrás, um jovem de 19 anos morreu em manifestação contra o regime de Nicolás Maduro.

Hoje, foi um de 17, baleado na cabeça por homens de moto.

A coisa chegou a um ponto em que já faz sentido cogitar algum tipo de interferência, pois são vidas humanas sendo ceifadas por uma tirania.

Ditadura venezuelana: estudante de 19 anos morre baleado em protesto, dizem opositores

As gerações mais antigas contavam os horrores da União Soviética, à medida que alguns países escapavam do jugo socialista. Durante um tempo, a esquerda mundial relativizou o apoio então eufórico a tal regime, focando em Cuba. Algumas décadas depois: Venezuela.

Até alguns dias atrás, a ditadura venezuelana era enaltecida e seus ditadores, Chávez e depois Maduro, tratados como heróis. E as notícias da Venezuela, assim como em qualquer outro regime socialista em processo de encerramento, são terríveis.

Pois hoje a oposição ao regime ditatorial da Venezuela fez uma nova denúncia: Daniel Queliz, estudante de 19 anos, teria sido morto com um tiro no pescoço, em protesto realizado na cidade de Valencia.

É sempre desagradável usar o futuro do pretérito, porque a crueldade daquele governo é notória, mas ainda assim é preciso aguardar a confirmação oficial do caso.

Por enquanto, o que se tem é um post de Marco Bozo Tamayo:

Torçamos por um milagre.

Venezuela: passando fome, população do maior reduto chavista agora se opõe ao ditador Maduro

06.12.2015 - Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Ejemplo para definir el significado de Ineptocracia. Foto: Hugoshi

Antímano é uma imensa favela de Caracas, capital da Venezuela, agora oficial e assumidamente uma ditadura. Nas “eleições” de 2013, o ditador Nicolás Maduro teve 70% de votos na região, mas hoje, segundo informa reportagem do Estadão, ninguém mais assume que votou nele.

E isso por um motivo a um só tempo simples e trágico: a fome. Nos relatos divulgados, as pessoas afirmam que passam fome, ficam sem comer por 24 horas e acabam se alimentando de restos de verduras, dos lixos. Uma situação calamitosa, desumana, absurda.

Essa é a igualdade que o socialismo entrega: todo mundo na miséria.

Para que não haja dúvidas: PT emite nota oficial em apoio ao regime da Venezuela

Até mesmo o PSOL resolveu reconhecer que o governo venezuelano é ditatorial, retirando assim um apoio antigo. Mas o PT segue resistente e, mais que isso, emitiu nota oficial para apoiar o regime chavista de Nicolás Maduro.

Vale ressaltar que não se trata de uma nota antiga, mas sim POSTERIOR ao que a própria OEA considerou um “golpe” ditatorial naquele país. O PT divulgou seu posicionamento pró-Venezuela quatro dias depois do autogolpe.

E Alguns trechos são emblemáticos:

“o governo golpista decidiu encabeçar uma campanha da direita contra a esquerda no continente e assumiu uma postura belicista, particularmente contra a República Bolivariana da Venezuela (…) Como é sabido, há uma crise política na Venezuela, decorrente de uma disputa polarizada entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição, majoritária no Parlamento. Porém, não existe a decisão do Tribunal Supremo de Justiça de retirar os poderes do legislativo venezuelano e as imunidades de seus membros. O que existe é uma situação de desobediência do Parlamento no que tange a realizar novas eleições para definir três mandatos de deputados (…) Temos a convicção que o povo venezuelano saberá encontrar, por meios próprios, a solução para os seus conflitos…”

Se havia alguma dúvida, agora ela se encerra. O PT realmente apoia o regime venezuelano e não faz isso por meio da militância, ou de forma indireta, mas sim emite nota oficial e assinada pela presidência do partido.

E há ainda os que não entendem por que a esquerda cada vez despenca mais junto a todos que de fato acreditam na democracia. Até mesmo o PSOL já percebeu isso e tenta correr atrás, mas há os que talvez não possam simplesmente romper com aliado antigo.

Silvio Luiz faz ótima pergunta sobre “mortadelas” e Venezuela: mas quem a responderá?

Não é de hoje que citamos o bom humor de Silvio Luiz nas redes sociais. O veterano da TV, que praticamente criou uma forma de narração esportiva, também faz bonito na “nova mídia” online. Enfim, sem mais delongas, confiram a intrigante – e engraçada – pergunta:

Quem responde? Ou melhor: como responder? Pois é.

O esquerdismo costuma tratar esse tipo de indagação como um truque retórico, mas não é. Claro que não é. A ironia da pergunta tem um subtexto inegável: socialismo só é algo admirado pelos que moram bem longe dos países sob tal regime. Os de lá, como é notório, querem fugir o quanto antes, escapando tanto dos regimes facínoras quanto da miséria.

E a indagação tem uma graça ainda mais instigante, já que, com o recrudescimento das coisas na Venezuela, muitos esquerdistas brasileiros, outrora apoiadores, agora tentam escapar dessa. Mas em vão.

No mais: será que algum “mortadela” quer ir morar na Venezuela?

Velho truque: a esquerda brasileira começa a fingir que não apoia a ditadura da Venezuela

O caso mais famoso, sem dúvida alguma, é o de Stalin, mas há muitos outros ao longo da história. Funciona assim: a esquerda, de forma unânime, apoia determinado regime ditatorial, muitas vezes enaltecendo a figura do grande ditador.

Pelas tantas, por algum infortúnio de comunicação ou falha nas narrativas, ou ainda por ato deliberado de “rasgar fantasia”, fica de fato impossível negar o óbvio. E aí então começam a pular fora, mas é um “pulo” estratégico, apenas para não queimarem muito o próprio filme por aqui.

Sim, continuam apoiando o socialismo autoritário normalmente.

É exatamente isso que acontece agora com Nicolás Maduro. Era apoiado e aplaudido, mas as medidas recentes (nenhuma delas estranha à rotina mais corriqueira de outras ditaduras ainda enaltecidas pelos canhotos) fizeram com que não desse mais para disfarçar (não que estivessem conseguindo, também).

Praticamente fechou o Congresso e anunciou que não convocará eleições, pois não há oposição no país. E aí nossos esquerdistas começam a “tirar o time”, literalmente apagando o passado.

Bobagem. Todos eles continuam apoiando Cuba, por exemplo, onde não há partido de oposição nem tampouco o Congresso tem poder de passar por cima das ordens do governo autoritário.

Nem deveriam fazer esse teatro mocorongo por conta da Venezuela. Porque não enganou ninguém.