Vídeo: para Vera Magalhães, artigo do petista Fernando Haddad é um “tratado de psiquiatria”

Recentemente, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, publicou artigo na Revista Piauí e, entre algumas outras análises, falou do próprio malogro na tentativa de reeleger-se, ao acabar derrotado no primeiro turno por João Doria.

O vídeo a seguir trata disso, e também de uma outra análise do petista – ele disse que Michel Temer estaria tentando aprovar as reformas “a toque de caixa”, algo que foi considerado pela jornalista uma “tautologia” (dar um aspecto intelectual a uma obviedade).

Confiram:

Pois é. De fato, não faz nem sentido falar em “toque de caixa” quando se trata de um mandato tampão de pouco mais de um ano. Seria como, afinal?

E a falta de autocrítica da esquerda também foi lembrada.

Vera Magalhães: “não existe, naquela gravação, aval de Temer à compra do silêncio de Cunha”

Todos contavam com a renúncia de Temer, muitos cravaram de forma peremptória. E então, no pronunciamento, ele preferiu ficar. Aqui no Implicante, achamos ruim, ainda achamos, porém o áudio prometido não trouxe o trecho fatídico prometido.

O dono da JBS teria dito que estava comprando o silêncio de Eduardo Cunha e Temer endossou. Pois não é o que se depreende do áudio. Na verdade, ele diz algo mais no sentido de cessar hostilidades, e o Presidente anuiu na base do “melhor assim”. Nada de grave.

Mas, sim, há trechos BEM desabonadores, é uma conversa terrível e a terribilidade vai ao extremo por tratar-se do Presidente da República. Vera Magalhães, num louvável gesto de “mea culpa”, reconhece que houve excesso. Tal gesto é não apenas aplaudido, mas também endossado em primeira pessoa pelo Implicante (afinal, nós também divulgamos a suspeita como algo concreto).

E, por fim, ela obviamente considera que a conversa é gravíssima e seu conteúdo pode configurar crimes, sim. Mas a parte do silêncio de Cunha, convenhamos, foi de outra forma.

Vejam:

Vera Magalhães: “Lula vendeu ao diabo o que era uma biografia virtuosa”

Vez por outra, citamos algum artigo ou comentário de Vera Magalhães. Contundente como sempre, a jornalista trata da relação de Lula com a Odebrecht mais uma vez em seu espaço no Estadão.

Seguem trechos:

“Lula se tornou sócio dos empreiteiros não só depois de instalado no Palácio do Planalto. As negociatas começaram bem antes, quando o sindicalista ainda começava a angariar a fama que viria a ter (…) Tal qual um Fausto dos trópicos, Lula vendeu ao diabo o que era uma biografia virtuosa, de um homem que se fez lutando contra circunstâncias pessoais, econômicas, familiares e políticas em tudo adversas, que mudou a lógica do sindicalismo pelego que se praticava desde Vargas, que fundou um partido do nada liderando de operários a intelectuais, que chegou ao poder prometendo fazer a inclusão social tão adiada no Brasil (…)

Todos têm de ser punidos e seus beneficiários de diferentes partidos, de tucanos a comunistas, passando pelos peemedebistas de sempre, merecem a aposentadoria compulsória da política e a pena da lei. Mas que não reste dúvida: o verdadeiro sócio do esquema criminoso que colocou em xeque a ainda incipiente democracia brasileira atende pela alcunha de Lula, e sua máscara caiu indubitavelmente diante dos olhos da Nação. Quem ainda não enxergou é porque não quer mesmo ver.” (grifos nossos)

A coluna pode ser lida na íntegra aqui.

Gleisi Hoffmann convoca greve das mulheres e Vera Magalhães rebate: “papelão ridículo”

Gleisi Hoffmann, senadora petista pelo Paraná e ré na Lava Jato, aderiu a uma campanha mundial de convocação para uma “greve” das mulheres, por conta do dia internacional. A iniciativa, evidentemente, gerou polêmica e coube à jornalista Vera Magalhães, mais uma vez, fazer uma síntese.

Confira o vídeo, que é parte do programa 3 em 1, apresentado na Jovem Pan por Vera, Marcelo Madureira e Carlos Andreazza:

Veja por aqui mais vídeos do canal; o programa também é transmitido ao vivo pela rádio.

Vera Magalhães dispara: candidatura de Lula “visa interditar no grito as investigações”

Não é de hoje que indicamos aqui no Implicante as análises de Vera Magalhães, que além de uma coluna no Estadão também atua como apresentadora na rádio Jovem Pan. A jornalista vem se destacando por sua forma particular de mostrar o funcionamento dos meandros da política.

É o caso de sua última coluna, que trata do manifesto de “intelectuais” em favor do petista, transformado em lançamento informal de sua candidatura. Selecionamos alguns trechos, voltamos em seguida:

Por que Lula? – É a candidatura que visa interditar, no grito, as investigações contra ele – A semana promete ser tomada pelo “lançamento” da sexta candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. O pontapé inicial foi um manifesto “espontâneo” assinado pelos intelectuais de cabeceira do petismo, e que dará origem a um site e um road show do ex-presidente e réu na Lava Jato pelo País. O título do abaixo-assinado é “Por que Lula?” (…)

Por que Lula? Por que o Brasil precisa dele ou por que ele precisa dessa candidatura como escudo para se defender das acusações de que, no exercício da Presidência e depois de deixá-la, praticou corrupção passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e outros crimes investigados no petrolão? O calendário do lançamento de Lula coincide com a reta final de um dos processos nos quais o petista é réu, sob a acusação de ter recebido propina de até R$ 3,7 milhões na forma de “mimos” da OAS, que reformou um triplex no Guarujá que seria ofertado à sua família e pagou pela guarda das “tranqueiras” que ele carregou quando deixou o Alvorada. (…)

A desigualdade social e o desemprego galopam no País por obra e graça dos governos Lula e Dilma. Ele por não ter aproveitado o vento favorável na economia mundial que vigorou até 2009 para fazer as reformas que eram necessárias. Ela por se lançar na tal “nova matriz econômica”, que nada mais era do que desculpa para abraçar a irresponsabilidade fiscal como se não houvesse amanhã. A Lava Jato nada mais é do que a resposta da Justiça a um esquema de desvio de recursos públicos sem precedentes, montado de forma deliberada e reiterada pelos governos do PT – neste caso mais dele do que dela – para sustentar um projeto de poder que era para durar ao menos 20 anos. O fato de Lula responder agora pelos crimes dos quais é acusado não é perseguição política, mas consequência do amadurecimento democrático e institucional do Brasil. Não à toa, os defensores do ex-presidente falam em “Justiça para todos e para Lula”, sem esconder a pretensão a que o cacique petista seja beneficiado por uma indulgência que não se destinaria a “todos”, só a ele.” (grifamos)

Pois é. A pergunta que intitula o documento assinado pelos “intelectuais” pode ser rebatida com outra indagação: por que não? A ladainha dos processos “sem provas” já foi pra lá de desmentida, e insistir nisso é sinal de burrice. Ou má-fé.

A íntegra pode ser lida aqui.

Vera Magalhães rebate ataques petistas por criticar discurso de Lula no velório de D. Marisa

Falamos ontem sobre as reações negativas, na web, sobre o discurso político feito por Lula no funeral de Dona Marisa. E, entre as que citamos, estava a da jornalista Vera Magalhães, apresentadora da Jovem Pan e colunista do Estadão – desnecessário citar seu talento e credibilidade, mas basta lembrar que foi a primeira a anunciar Alexandre de Moraes como indicado ao STF, furando toda a grande imprensa.

Mas sigamos.

Também sabemos que a militância de esquerda não é famosa por tolerar jornalistas críticos. E nem precisa ser anti-petista ou algo assim: basta NOTICIAR alguma coisa que já começam os ataques. Alguns físicos, aliás. E não foi diferente com Vera Magalhães.

Porém, ela respondeu de forma assertiva e impressionante. Confiram o vídeo:

https://twitter.com/mafiasumers/status/828734368239775744

Merece aplauso pela postura. E ainda mais aplauso pelo talento e pelo trabalho que vem realizando.