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Em resposta a William Waack, Dilma Rousseff disse que ela própria, Lula e o PT seriam “coisa de preto”

Family of Brazilian president Dilma Rousseff (left to right): Igor (brother), Dilma Jane Silva (mother), Dilma Rousseff (as a child), Zana Lúcia (sister), and Pedro Rousseff (originally Pétar Rusév; her Bulgarian father).

Com 280 caracteres, Dilma Rousseff se sentiu mais livre no Twitter para tirar proveito da crise vivida por William Waack, que na semana anterior surgia em vídeo fazendo piada racista quando da eleição de Donald Trump. Contudo, e como era hábito quando ainda presidia o Brasil, a presidente cassada deu mais uma de suas declarações confusas. Pior: num tom que foi entendido por vários leitores como também racismo.

A petista assim se pronunciou:

“Sabe o que eu acho que é o novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto.

Dilma é filha de um búlgaro com uma brasileira. Talvez por isso o comentário tenha causado tanta indignação – além de piada sobre a cor da tarja do tipo de medicação que teria rendido comentário tão nonsense.

Também no Twitter, Fernando Holiday deu uma resposta no tom característico de um membro do MBL. O vereador por São Paulo disse que “nem Lula, nem Dilma e nem o PT são ‘coisa de preto’. Preto não é bandido para estar associado a vocês. Diga não ao racismo!“. No que foi também bastante compartilhado.

Até o momento da redação deste texto, a militância que tanto se dedica à causa não fez o devido barulho contra eventuais “apropriações culturais” da parte da ex-presidente.

William Waack explicou o diálogo entre o piloto do voo da Chapecoense e a torre de controle

Jornalismo ruim precisa ser combatido. E jornalismo bom precisa ser enaltecido. O trabalho de William Waack à frente do jornal da Globo não é só bom, é ótimo. E o Implicante, sempre que possível, abrirá espaço para que os esclarecimentos do âncora sejam ainda mais reverberados na internet.

Já na madrugada deste sábado, o jornalista esclareceu frase a frase o diálogo entre o piloto do voo da Chapecoense e a torre de controle na Colômbia. A controladora desabafou nas redes sociais que vem sofrendo ameaças de morte, mas seria inocente, teria feito um trabalho técnico. Waack não desmente isso, mas mostra que a queda da aeronave se deu durante manobra sugerida por ela.

É muito cedo para apontar culpados, mesmo a funcionária pode ter sido refém de regras ou estratégias mal calculadas. Até ontem mesmo, o piloto da aeronave vinha sendo responsabilizado pela tragédia. Mas um avião nunca cai por um único erro. Portanto, o melhor a fazer é aguardar o laudo final das autoridades competentes.

Até lá, o bom trabalho jornalístico pode somar pontos. E, para não prejudicar a receita publicitária do Jornal da Globo, o Implicante convida seus leitores a conferir a análise de Waack no próprio site do telejornal clicando aqui.

A milimétrica explicação de William Waack para o que aconteceu com a aeronave da Chapecoense

O jornalismo vive dias tão calamitosos que, quando um jornalista faz um trabalho exemplar, merece virar notícia. Por mais que a cobertura dos ataques esquerdistas ao Congresso contra a PEC 241 (hoje sob o número 55) tenha sido mais uma vez a farsa de sempre, o trabalho realizado pela imprensa brasileira sobre o acidente que vitimou a Chapecoense foi digno de aplauso, em especial a edição do Jornal Nacional e… William Waack.

O âncora do Jornal da Globo tem um conhecimento da aviação bem acima da média. E, em pouco mais de 6 minutos, apresentou com riquezas de detalhes o que pode ter acontecido com a aeronave que caiu na Colômbia levando mais de 70 vidas. A suspeitas apontam para a falta de combustível oriunda de uma planejamento arriscado por parte do piloto, que não imaginava que entraria numa fila de espera para aterrisar em mau tempo.

Para não prejudicar os ganhos publicitários da rede Globo, o Implicante não irá reproduzir aqui a matéria. Mas convida você a acompanhar o trabalho no site da emissora clicando aqui.

Record é condenada a pagar indenização a William Waack

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Reportagem do blog Notícias da TV, por Daniel Castro:

Apresentador do Jornal da Globo, William Waack vai ficar em breve R$ 82.880,98 mais rico. Esse é o valor que a Record depositou na Justiça de São Paulo no início deste mês para cumprir sentença que a condenou a indenizar o jornalista da Globo. Em 2011, a rede de Edir Macedo publicou em seu portal na internet a falsa notícia de que Waack seria agente da CIA, a central de inteligência dos Estados Unidos, e atuaria como espião para o governo norte-americano. Nos tribunais, Waack alegou ter sofrido “dissabores” por causa da nota.

(…)

Em 27 de outubro de 2011, o R7, portal da Record, publicou a notícia “Wikileaks aponta William Waack como informante do governo dos EUA”. O texto, que hoje não está mais disponível no portal, era baseado no blog Brasil que Vai, do economista Luiz Alberto Cezar. Supostamente amparado em documentos da organização Wikileaks, Cezar afirmava que Waack “estaria sob o comando do governo norte-americano para sustentar posições na mídia brasileira afinadas com as grandes linhas da política externa americana”.

“Ocorre que restou comprovado que inexiste qualquer documento do Wikileaks apontando o autor [Waack] como informante dos EUA, como infiltrado da CIA e outros fatos ofensivos que foram dirigidos ao jornalista William Waack”, constatou na sentença o juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Cível de São Paulo.

Quarenta dias antes de Kümpel condenar a Record, curiosamente em 27 de setembro de 2012, data de aniversário da emissora, o blogueiro Luiz Alberto Cezar admitiu em outra ação movida por Waack de que tudo o que publicou não “condizia com a verdade”. “A matéria por mim publicada no blog foi baseada em notícias sem comprovações lidas em outros blogs”, reconheceu na Justiça. Perante Waack e a juíza Aparecida Angélica Correia, da 1ª Vara Criminal de Pinheiros, Cezar pediu desculpas ao jornalista e se comprometeu a se retratar em seu blog.

Em sua defesa na Justiça, a Record argumentou que reproduziu a opinião de um economista e que se amparava no princípio constitucional da liberdade de expressão. Afirmou que o texto causou apenas meros aborrecimentos a Waack.

O jornalista da Globo questionou a afirmação. Disse que a publicação da Record lhe causou “dissabores” nas Forças Armadas, onde colabora com palestras sobre defesa nacional, e numa universidade particular de São Paulo em que atua como professor de relações internacionais. “Os pais dos alunos procuraram a direção da instituição perguntando se um espião dava aula para os jovens”, disse Waack à Justiça.

Na sentença, o juiz considerou que o direito à liberdade de expressão não pode sobrepor o da honra. Concluiu que Waack foi “vítima de informações falsas e levianas, notadamente vindo de uma emissora televisiva concorrente da Rede Globo, para quem o autor trabalha”. Com o pagamento da indenização a Waack, o processo será extinto.

(grifos nossos)

A propósito, o jornalista William Waack não tem conta no Twitter. Não caiam na onda de um fake bastante popular que é utilizado para fazer proselitismo político.

Rede Record é condenada por divulgar informação falsa sobre William Waack

Portal ligado à emissora do bispo Macedo foi condenada a indenizar o jornalista da Globo por apresentá-lo como “informante da CIA”.

Abaixo a notícia do site Consultor Jurídico:

A Justiça de São Paulo condenou a Rede Record a pagar ao jornalista da Globo William Waack R$ 50 mil em indenização por danos morais por ter veiculado uma notícia no site R7 que continha informação falsa. A sentença , publicada nesta quarta-feira (21/11), é do dia 9 de novembro.

Disponivel na internet desde 27 de outubro de 2011, a noticia “Wikileaks aponta William Waack como informante do governo dos EUA” diz que o jornalista da Globo trabalha como espião da CIA. O texto foi baseado num post publicado no blog Brasil que Vai, do economista Luiz Cezar.

Segundo o juiz Vitor Federico Kümpel, da 27ª Vara Cível de São Paulo, “restou comprovado que inexiste qualquer documento do WikiLeaks apontando o autor como informante dos EUA, como infiltrado da CIA e outros fatos ofensivos que foram dirigidos ao jornalista William Waack”.

Segundo o juiz, a Record não se baseou em fontes fidedignas ao divulgar a informação. “A ré lançou palavras de forma totalmente sem fundamentação e que repercutiram negativamente ferindo a imagem e o nome do autor”, disse na sentença.

O juiz disse que o blogueiro responsável por divulgar a informação primeiro, inclusive, já se retratou na esfera criminal e que ele não conhece qualquer documento capaz relacionando William Waack à CIA. Publicada em 27 de setembro deste ano, o pedido de desculpas diz que o blogueiro se baseou em “interpretações questionáveis de outros blogs” ao analisar documentos divulgado pelo Wikileaks sobre palestra de William Waack para diplomatas. “As colocações expressas pelo blog foram replicadas de maneira enviesada por sítios de larga penetração na internet, como o R7 da Rádio e Televisão Record e inúmeros outros”, diz a retratação.

“Nunca será demais ressaltar que a matéria por mim publicada no Brasil que Vai baseou-se em notícias sem comprovação, colhidas de outros blogs, e que, à passagem do tempo e após permitir conhecimento da sua repercussão negativa e quiçá danosa à pessoa do jornalista William Waack — profissional por quem tenho grande admiração e respeito — levou-me a refletir sobre suas perversas consequências”, diz trecho.

No processo, William Waack disse que a reportagem da Record provocou dano considerável em sua imagem. Ele contou que exerce trabalho regular para as Forças Armadas com estudos sobre a defesa nacional e como palestrante dos cursos de formação de oficiais. Waack disse que, após a publicação da matéria, foi questionado pelo comandante do Exército sobre o assunto. “Em português não tão educado, tentaram sujar meu nome junto às Forças Armadas”, disse Waack.

Na sentença, o juiz disse que os “é necessária uma ponderação para que a informação reflita a verdade e seja repassada com responsabilidade, o que não ocorreu neste caso em que se operou verdadeiro abuso, intolerável, e tem de sofrer reprimenda pelo Poder Judiciário, notadamente no campo indenizatório”.

Em sua defesa, a Record alegou que apenas reproduziu a opinião do blogueiro e que citou a fonte. Para a emissora, a divulgação da noítica estaria dentro do limite da liberdade de pensamento e expressão.

(Grifos nosso)

Assim que o portal R7 divulgou a falsa informação, o Implicante apontou as óbvias inconsistências da notícia em artigo escrito por Flávio Morgenstern. O texto pode ser lido aqui.