Protestos contra o uso de algemas em Cabral explicam por que Lula quis ser algemado pela Lava Jato

No momento da redação deste texto, Sérgio Cabral já acumula 87 anos de condenação em três processos. Mas nada disso impediu a imprensa de – mais uma vez a serviço do petismo – reclamar das algemas utilizadas pela Lava Jato na transferência do carioca para Curitiba. Desde então, ataques à operação voltaram a ser desferidos por todos os formadores de opinião que acham um horror a Justiça prender criminosos.

Os protestos, contudo, ajudam a esclarecer uma passagem noticiada dois anos antes. Conforme registrado em O Estadão, quando do cumprimento da condução coercitiva solicitada pela mesma Lava Jato, Lula bateu o pé e disse que só sairia algemado do próprio apartamento. Mas Sérgio Moro deixara claro no despacho que o ex-presidente não poderia usar algemas, nem ser submetido a filmagens, como à que flagrou o ex-governador do Rio de Janeiro.

O próprio Moro pediu à PF esclarecimentos sobre o uso dos artifícios com Cabral. Eles são permitidos em situações bem específicas, sempre atentas à segurança dos envolvidos no procedimento. E costumam levar em conta a periculosidade do presidiário.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.